Análise – Final da Coppa D´Italia – Juventus 2-0 Lazio

Um golo de Daniel Alves e outro de Leonardo Bonucci, deram, ainda no primeiro tempo, a 3ª dobradinha consecutiva dos bianconeri neste ciclo completamente devastador da formação de Turim. Num jogo da faces distintas (a 1ª primeira parte pertenceu quase por inteiro aos homens de Turim; na 2ª parte a Juventus concedeu algum domínio aos laziale) o resultado final pode, sumariamente, explicar-se por uma melhor entrada da turma de Allegri na partida, pela incapacidade demonstrada pela Lazio em pressionar as transições para o contra-ataque que a Juventus tão bem executa, pelos erros defensivos cometidos pela equipa de Simone Inzaghi no primeiro tempo e pela falta de eficácia na mão cheia de oportunidades que os romanos tiveram ao longo da partida. Perante uma equipa que é tão eficaz, qualquer erro cometido paga-se imensamente caro.  Continuar a ler “Análise – Final da Coppa D´Italia – Juventus 2-0 Lazio”

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Jornalismo de sarjeta

A roçar o nível da sarjeta. Ou não viram pura e simplesmente, ou viram aspectos positivos que eu não vi da exibição do jogador. Não podendo afirmar nenhuma das duas, vou só simplesmente concluir que o artigo bem como a pontuação gentilmente oferecida ao jogador pelo referido órgão de comunicação social é parte integrante da mesma estratégia (paga para escrever bem) que lhe tem granjeado todo o hype e que o conseguiu vender pelo preço que foi vendido. Mas este tipo de situação não é nova no jornalismo português.

Denota-se desde há uns meses a esta parte uma estratégia bem montada por parte de alguém para levar os jornais a colocar na berlinda jogadores como Renato Sanches (todas as semanas vemos as notícias que a imprensa portuguesa planta sobre o jogador; quando as procuramos em alguns órgãos de comunicação alemães percebemos que as declarações que são atribuídas a jogadores, treinador e dirigentes do Bayern nunca foram proferidas), João Cancelo (que está a fazer uma época horrível) Bernardo Silva, Hélder Costa, Ivan Cavaleiro, André Silva, André Gomes, Pizzi, Gonçalo Guedes, Nélson Semedo, Ederson, Wallace, Nélson Oliveira, Soares. O que é que todos tem em comum? Sim. Isso. Precisamente. Sim. Está a seguir a linha de raciocínio correcta: todos eles são jogadores da Gestifute de Jorge Mendes. Até o “desaparecido” Fábio Coentrão, jogador que não é tido nem achado (literalmente no bolso de trás das calças de Zidane) tem vindo à baila nos últimos dias porque naturalmente, o Jorginho Mendes ainda precisa de facturar mais umas comissões com a eventual transferência do jogador para outro clube no final da época.

Como Gelson Martins não é um jogador agenciado por Jorge Mendes, de nada lhe valeu a fabulosa assistência de trivela para Cristiano Ronaldo – “comeu” com a mesma nota de um jogador que mal se sabe posicionar em campo e calou.

Já sabia que a Gestifute é uma das principais mecenas do jornalismo português. Contudo, fiquei a saber nos últimos anos que a Gestifute vai patrocinando os jornais desportivos portugueses e espanhóis à medida das suas necessidades. Trata-se de um jornalismo à la carta: ora escreves bem deste agora, ora escreves bem de outro depois e por aí adiante até que sejam todos despachados.