Projectos desportivos alicerçados em pés de barro; estruturas familiares; ambições que comprometem

Nas últimas duas décadas, a história provou como cíclica a descida à 2ª Liga de equipas que nesse mesmo ano disputaram ou estiveram em vias de disputar as competições europeias, como foi o caso do Arouca na presente temporada. Quando alguns adeptos de clubes pequenos me apontam que a sua equipa deveria ter um bocado mais de ambição para poder lutar pelos lugares europeus, respondo quase sempre com recurso a um leque de perguntas: a estrutura directiva é coesa e organizada? Existe algum planeamento desportivo a médio e longo prazo, capaz de promover uma ascensão salutar dentro de moldes sustentáveis? O clube tem um nível interessante de sustentabilidade financeira e é bem gerido? O treinador e o seu staff oferecem garantias de poder vir a realizar um bom trabalho? O clube têm uma formação devidamente estruturada, com bons treinadores, com equipas competitivas e é capaz de prover a equipa sénior todos os anos? Antes de se fazerem à estrada, alguns dirigentes devem ponderar necessariamente este parâmetros para aferir se os seus clubes têm efectivamente condições para poderem lutar por objectivos deste nível. Continuar a ler “Projectos desportivos alicerçados em pés de barro; estruturas familiares; ambições que comprometem”