A vitória da escola espanhola de ténis

A vitória de Garbiñe Muguruza sobre Vénus (a vingança à derrota sofrida na final de 2015 frente à irmã Serena) foi, de facto, na minha opinião, o verdadeiro consumar de todos os ensinamentos que a tenista hispano-venezuelana colheu da escola espanhola.

Muguruza representa na plenitude grande parte dos pontos-chave que caracterizam a escola de nuestros hermanos.  Continuar a ler “A vitória da escola espanhola de ténis”

Só me falta acertar nos números do euromilhões

Lembram-se das previsões que fiz na semana passada sobre Rafael Nadal? No sábado, escrevi aqui

“Os vários comentários que tenho lido quer nas redes sociais quer nas barras de comentário dos órgãos de imprensa espanhóis em relação à prestação tem sido autênticos atestados de burrice. Dizem grande parte dos espanholitos que “a jogar assim”, Nadal não terá quem o pare até à final. Apostemos então: quem é que aposta que Nadal vai para casa na primeira eliminatória em que um adversário consiga contrariar o seu serviço e comece a baixar a bola  (e a velocidade da troca de bolas) através da execução de pancadas em slice?”

À primeira. Na mouche. Gilles Muller nem teve que abusar das pancadas cortadas, embora tenha realizado mais durante esta partida do que aquelas que foram utilizadas por todos os adversários nas rondas anteriores. O belga contrariou e bem o serviço do espanhol (3 break points; 35 pontos conquistados no serviço do espanhol contra os 33 conquistados pelo espanhol no serviço de Muller), baixou consideravelmente o ritmo das trocas de bolas se compararmos o ritmo desta partida com o ritmo que o espanhol colocou nos jogos das rondas anteriores, e obrigou quase sempre o espanhol a ter que correr de um lado para o outro, não o deixando colocar os seus mortíferos passing shots e forehands inside out. Por outro lado, o belga foi em diversos momentos de jogo fortíssimo na aplicação de sequências de “esquerdas” inside in seguidas de direitas inside out.