Vuelta – 2ª etapa – Yves Lampaert materializou o show táctico da Quickstep nos quilómetros finais da chegada a Narbonne

O percurso desenhado pela organização para os 203 km da etapa que ligou Nimes a Narbonne aparentava, em teoria, mais facilidades do que aquelas que de facto se apresentavam no terreno. Os 203 km seriam corridos quase totalmente num terreno plano mas toda a caravana estava avisada para a possibilidade de virem a ocorrer durante a etapa vários períodos de ventos cruzados (laterais e frontais) que poderiam formar o que em ciclismo se designa como abanico ou bordieu. As dificuldades que viriam a preencher os prontuários dos directores desportivos para a etapa levaram, por exemplo, a Trek Segafredo a assumir, desde o início, a dianteira da corrida com o objectivo de proteger o seu líder Alberto Contador e o seu candidato à vitória na etapa John Degenkolb dos cortes que os abanicos poderiam provocar ao longo da etapa. Já se sabe que neste tipo de etapas, qualquer corte que o vento possa efectuar no pelotão, obrigará as equipas a terem que baixar para poderem auxiliar os seus chefes-de-fila a recolocar-se no pelotão, sem terem, porém, uma garantia de sucesso porque, por norma, sempre que um chefe-de-fila cai num grupo atrasado, as restantes equipas aproximam-se da dianteira do grupo principal para complicar a sua tarefa de recolagem.

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Binckbank Tour – Etapas 3 e 4 –

O suspense na chegada a Ardooie. Os derradeiros 15 km da 3ª etapa foram de verdadeira adrenalina. A cada viragem, o perigo espreitou e o nervosismo instalou-se no pelotão. A mistura explosiva fabricada pelas acentuadas viragens, pelo estreitamento da via em alguns sectores da parte final, pelo terrível s colocado a 1,5 km da metade e pelos pequenos aguaceiros que se fizeram sentir na parte final, levaram as equipas a puxar a adoptar aquela postura irracional que normalmente nunca dá bons resultados. A queda de 4 corredores no referido s (sem consequências de maior para a integridade física dos atletas em causa) foi um mal menor. Assim que vi a primeira passagem pela meta pensei que a coisa poderia redundar numa queda colectiva de proporções dramáticas. Este tipo de chegadas trazem espectacularidade à prova, porque obrigam as equipas a lutar, metro a metro, pela dianteira do pelotão, mas por outro lado, contém uma alta percentagem de risco. Continuar a ler “Binckbank Tour – Etapas 3 e 4 –”