Tudo errado! – Uma dúzia de pensamentos soltos e factos sobre o empate do Sporting em Moreira de Cónegos

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Estava profundamente enganado. Quando há algumas semanas atrás escrevi neste preciso espaço a ideia de que Jorge Jesus estaria, na presente temporada, mais consciente e mais criterioso na gestão que faz do seu plantel, escolhendo com prudência e mestria as soluções ideais para cada “tipo de adversário” estava profundamente enganado: os erros básicos de percepção e análise dos pontos fortes e fracos do adversário e a incapacidade evidente que o treinador do Sporting possui para “pensar um jogo de cada vez”, leva-o a cometer erros desnecessários (dados os objectivos traçados para a temporada e ao contexto do grupo de Champions no qual está inserido) que custam pontos e que custam, acima de tudo, títulos ao clube. Sempre que Jesus inventa, o Sporting perde pontos. Sempre que a equipa vem de um jogo contra um grande europeu, a equipa perde pontos. Só um treinador com uma enorme (inabalável) fé na(s) (falta de) qualidades de um jogador cuja prática (ou falta dela), perdoem-me a expressão, mete, a cada dia que passa, os adeptos leoninos à beira de um ataque de nervos, leva o treinador leonino a prescindir (num jogo em que era mais que “certo e sabido” que o adversário iria tentar complicar ao máximo a circulação leonina com uma boa prestação defensiva, com um enorme espírito de combate e com processos de jogo essencialmente formatados para a saída em contra-ataque) de um jogador de combate, colocando no seu lugar um jogador que não acrescenta nada a esta equipa. Nada. Volto a repetir. Nada.  Continuar a ler “Tudo errado! – Uma dúzia de pensamentos soltos e factos sobre o empate do Sporting em Moreira de Cónegos”

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Muito desconforto e muito nervosismo na Feira

Fortíssimos nas transições e pouco mais. Ao dar apoio à acção de Gelson Martins, Alan Ruiz (jogador que finalmente começou a movimentar-se mais para as alas na 2ª parte, contrariando o estaticismo que enunciei no post anterior desde o momento em que entrou para dentro do terreno de jogo) permitiu a continuidade da acção a Gelson (no momento em que o argentino faz o movimento divergente para o lado direito para oferecer apoio ao companheiro, o jogador que o acompanha decide parar a sua acção para eventualmente esperar o 1×1 de Gelson; o jogador da Feira não acreditava na possibilidade do extremo colocar um cruzamento daquele sector do terreno).

O corte de Bas Dost é importantíssimo. Ao dar a entender ao central que tenciona atacar aquela bola, o ponta-de-lança do Sporting prende por completo o central, ou seja, não permite que este recue para estorvar a acção de quem vai realmente receber: Bruno Fernandes.

Inteligência do médio no timing de entrada nas costas, aproveitando a ausência do lateral direito Jean Sony.

O meu coração não aguenta. Depois do frenético final frente ao Setúbal, daquela cardíaca ponta final de partida frente ao Estoril (na qual esta equipa deu os primeiros indícios daquilo que viemos a confirmar na 2ª parte do jogo desta noite: uma equipa que tem muita dificuldade para gerir vantagens) e de uma salutar pausa de 2 semanas para recarregar baterias, na Feira, o alívio só veio mesmo no último minuto e veio porque um dos centrais da dupla de “paus-de-virar tripa” de Nuno Manta, o elo mais fraco desta galharda formação da Feira, cometeu um daqueles erros que vulgarmente designo como “erro provocado por desgaste e fadiga”

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Jorge Jesus ensandeceu de vez

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Não sei se neste atestado de estupidez passado a todos os sócios e simpatizantes do Sporting, o técnico se referiu à actual equipa do Steaua ou às mega competitivas equipas que os romenos apresentavam nas provas europeias há 30 anos. Se eventualmente se referiu a ambas nas declarações que proferiu na sala de imprensa do Estádio José de Alvalade, não posso dar-lhe razão por diferentes motivos. O Steaua de Emerich Jenei, campeão europeu em 1986 e de Anghel Iordanescu (bicampeão romeno) era uma equipa mágica que fazia da agressividade, e da elegância de algumas unidades (como Hagi, Petrescu, Boloni, Belodedic, Lacatus, Barbulescu, Stoica, Balint ou Piturca) os seus pontos fortes. O Sporting de 1985\1986 estava vários furos abaixo dessa consagrada formação do futebol romeno. Se Jesus eventualmente apenas se referiu à equipa que ontem pisou o relvado do Estádio José de Alvalade, sou obrigado a concluir que a sua avaliação do potencial do adversário está tão errada quanto anacrónico está o futebol praticado pela equipa que comanda. Esta equipa romena é uma equipa que luta com todas as (limitadas) armas que possui. É uma equipa cheia de limitações (nas várias dimensões do jogo) mas tem vontade e quer realizar feitos. A equipa do Sporting é uma equipa cheia de potencialidades em sub rendimento. Pior que não ter cão para ir à caça é ter um cão manco, que nos dá a aparente sensação que podíamos andar pelo “ground” a apanhar coelhos, quando no fundo nem de casa consegue sair.  Continuar a ler “Jorge Jesus ensandeceu de vez”

A falta de criatividade e a previsibilidade de processos dá neste tipo de empates chochos

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Na Vila das Aves acreditei. O recuo de linhas foi fulcral para se atingir o resultado que se atingiu. Os dois golos da vitória nasceram em períodos do jogo nos quais o recuo do bloco deu a ilusória sensação ao adversário que estava por cima no jogo. O Aves expôs-se e o Sporting capitalizou em duas acções no contra-ataque. Frente ao Setúbal duvidei. Frente ao Steaua confirmei: o Sporting terá imensas dificuldades para bater todas equipas que se apresentem em bloco recuado em Alvalade.

Não é preciso ser um génio do futebol para se compreender a previsibilidade dos processos ofensivos da equipa de Jorge Jesus. A equipa sai bem a construir de trás (porque o sistema de pressão do adversário o vai permitindo) chega bem aos 60 metros mas aí, aí meus caros leitores, começa toda uma construção previsível (excessivamente flanqueada) onde não existe um pingo de dinâmica e um pingo de criatividade. Continuar a ler “A falta de criatividade e a previsibilidade de processos dá neste tipo de empates chochos”

7 Notas sobre a vitória do Sporting na Vila das Aves

As dificuldades sentidas pelos leões nos primeiros 25 minutos para contrariar uma organização defensiva de altíssimo nível da formação orientada por Ricardo Soares – A versão 2017\2018 da formação Avense (orientada pelo antigo técnico dos Chaves e por 4 jogadores preponderantes no sucesso obtido pelos flavienses na temporada passada) tresanda às linhas mestras que foram desenvolvidas pelo seu treinador na época passada em Chaves. Ricardo Soares conseguiu (é certo que a transição de Chaves para a Vila das Aves de 4 jogadores que tiveram alguma preponderância nos processos construídos pelo treinador na formação transmontana pesa e de que maneira na operacionalização do seu conceito de jogo) em pouco tempo dotar a equipa de uma organização defensiva de altíssimo nível.

A formação Avense não foi porém pressionante (à saída de bola e até a meio-campo) como deveria ter sido face ao prodigioso sentido posicional que foi revelando ao longo da primeira parte, não foi agressiva no seu último reduto, viu os seus centrais cometerem algumas falhas na abordagem ao 1×1 adversário e em determinados momentos do jogo foi muito permeável nas laterais. Nelson Lenho foi até em diversos momentos do jogo um jogador totalmente irreconhecível face ao enorme futebol que evidenciou em Chaves.  Continuar a ler “7 Notas sobre a vitória do Sporting na Vila das Aves”

Sporting 1-0 Fiorentina – aspectos positivos e aspectos negativos da exibição do Sporting

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Sporting 2-1 Mónaco: os aspectos positivos e os aspectos negativos da exibição dos leões no seu jogo de apresentação

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