Os golos da jornada

Começo este post com o lance que deu origem ao primeiro golo do Inter na vitória dos nerazzurri por 2-0 sobre o recém promovido SPAL no jogo disputado durante a tarde de hoje no Giuseppe Meazza. A equipa de Luciano Spaletti está a conseguir realizar um prometedor arranque de temporada. Com 3 vitórias em 3 jogo e um futebol de um grau de qualidade muito aceitável, Spaletti parece estar a querer elevar o nível na formação nerazzurri. Veremos até onde este ciclo de vitórias se poderá estender.

Frente ao SPAL, modesta equipa patrocinada pela histórica e homónima empresa de porcelanas mundialmente conhecida que tem a sua sede na cidade de Ferrara (Emília Romagna; zona do vale do Pó) a formação do Inter teve algumas dificuldades para conseguir chegar ao primeiro golo em função das dificuldades criadas pela boa cobertura posicional do adversário no seu bloco recuado. Uma boa jogada realizada no interior do bloco adversário valeu a conquista (a João Mário) da grande penalidade que Mauro Icardi concretizou.  Continuar a ler “Os golos da jornada”

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A hipocrisia de Javier Tebas

javier tebas

Fonte: Mais Futebol. 

A toque de caixa de Josep Maria Bartomeu, dirigente que poderá ter comprometido no caso Neymar a sua sobrevivência na presidência do Barcelona em virtude do vexame popular a que foi exposto no último mês, Javier Tebas, presidente da Liga Espanhola de Futebol continua, a abrir fogo sobre o PSG e sobre o Manchester City. A base argumentativa que é utilizada junto da UEFA pelo principal dirigente de La Liga no que concerne à base que sustenta as sistemáticas violações de ambos os clubes às regras do fairplay financeiro da UEFA é válida (os dois clubes fazem efectivamente concorrência desleal a grande parte dos clubes de europeu visto que são suportados informalmente nos bastidores pelos fundos soberanos dos Emirados Árabes Unidos e Qatar) é muito válida mas soa a alguma hipocrisia se atentarmos ao histórico dos clubes espanhóis na última década e a um caso particular ocorrido no presente verão no futebol espanhol. Continuar a ler “A hipocrisia de Javier Tebas”

Os golos do dia

Começo este post pela Liga Ledman. É verdade que desde o início deste blog em Março não tenho dado o maior dos destaques à nossa 2ª liga. Não tenho o dom da ubiquidade nem consigo, no turbilhão de provas, jogos, notícias, rumores que acontecem ou saem cá para fora todos os dias, ter disponibilidade para acompanhar a fundo a prova. Para já tenho tentado acompanhar ao máximo o percurso da Académica, pelas razões sentimentais que me ligam ao clube e à bela cidade de Coimbra.

Pude ver, durante o dia de hoje uma generosa parte do jogo entre a equipa B do Sporting e o Cova da Piedade. Do que vi gostei de algumas prestações. A que mais me encantou foi a de Rafael Barbosa. Cada vez mais acredito que face aquela que considero ser para já a única pecha no plantel principal (um substituto à altura de Adrien; considerando que Battaglia pode ser, caso William não venha a sair, um jogador capaz de fazer com alguma eficiência o papel de Adrien; pelo menos nos aspectos defensivos, o argentino tem capacidade para poder substituir o capitão; nos aspectos ofensivos, creio que o jogador tem evidentes lacunas que tem necessariamente de ser trabalhadas, com a sua técnica de passe à cabeça) se o médio mantiver este rendimento (é agressivo na disputa da bola, pressiona bem, recupera imensas bolas, é rápido e efectivo a lançar o ataque ou a criar em terrenos mais adiantados) poderá ser o primeiro jogador a saltar da equipa B para a equipa principal.  Continuar a ler “Os golos do dia”

O golo do dia

44 passes durante 107 segundos. A bola passou pelos 11 jogadores do Real. Paciência na construção. Construção de flanco a flanco à procura do momento ideal para entrar. Movimentações de todos os jogadores para ceder a melhor e a mais segura linha de passe possível de maneira a assegurar que quando recebiam mantinham o adversário longe (logo, pouco capaz de intervir) e a equipa mantinha a posse. Também não posso de maneira alguma não referir que a equipa do Deportivo foi muito cordeirinha nesta jogada. Cordeirinha e pouco agressiva.

Algumas notas relativas à vitória do Real no Superclássico

Dizer que o Barcelona fez um mau jogo no Santiago Bernabeu é uma afirmação algo redutora para tudo aquilo que os catalães fizeram no plano ofensivo durante os 90 minutos. Claro que na 2ª parte, o maior domínio dos catalães ao nível de posse de bola foi consentido por um Real que já estava claramente a aproveitar o momento para descansar em campo e de certo modo, formatar o chip para o arranque da Liga Espanhola no próximo fim-de-semana. No entanto, os catalães desperdiçaram golos atrás de golos (em alguns lances faltou uma pequenina pontinha de sorte), mostrando, ao longo dos 180 minutos, um irracional e anormal comportamento na área adversária, quer ao nível das decisões de último passe tomadas, quer mesmo ao nível da finalização propriamente dita. Noutro prisma, este Barcelona de Ernesto Valverde tem um comportamento defensivo a anos-luz do comportamento que foi exibido com outros treinadores. Falta de pernas? Muita. Parte do mau comportamento defensivo exibido pelos catalães nas duas derrotas frente ao Real pode explicar-se pela óptica do estado miserável de condição física em que se encontram grande parte dos seus jogadores. Se retirarmos o argentino e o uruguaio da equação (ambos foram de longe aqueles que mais pernas tiveram ao longo dos 180 minutos) existiram jogadores que terminaram a “eliminatória” literalmente de gatas.

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2 pastilhas na vitória da competência

O Real teve “mais fome de vencer” – preparou-se melhor (Zidane está mesmo apostado em vencer todas as competições em que o clube vai entrar), entrou em Nou Camp em clara forma física, foi ao longo dos 90 minutos uma equipa extremamente competente do ponto de vista defensivo (quer quando executou um sistema de pressão alta às portas da baliza do adversário, quer quando baixou totalmente as linhas e deixou o Barcelona empolgar-se no cerco à sua área) e foi melhor na transição e na definição das jogadas de contra-ataque, quer na “leitura” do timing ideal para colocar o último passe, quer na definição da finalização.  Continuar a ler “2 pastilhas na vitória da competência”

Real Madrid 2-1 Manchester United – Isco e mais 10

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Ainda não foi desta que José Mourinho pode levantar uma das duas taças que lhe faltam no seu extenso palmarés. Na primeira “final europeia” disputada em Skopje (Macedónia), a primeira presença do português (nas outras 2 conquistas europeias, o português não permaneceu nos clubes em questão para poder participar no acto solene de inauguração da época de caça no futebol europeu) no jogo de disputa do troféu ficou marcada, na minha opinião, por um conjunto de fases em que o Real de Zidane subjugou a sua formação a seu belo prazer. Os homens de Manchester ameaçaram ter capacidade para poder forçar um prolongamento que seria deveras injusto por exemplo, para o que fez Isco ao longo dos 74 minutos em que esteve em campo e para o futebol miserável que os Red Devils praticaram até aos 65 minutos. O médio internacional espanhol foi, sem sombra para dúvidas, o homem do jogo de um partida bastante intensa que poderia ter sido disputada para as meias de uma Champions. Continuar a ler “Real Madrid 2-1 Manchester United – Isco e mais 10”