Sporting 2-1 Mónaco: os aspectos positivos e os aspectos negativos da exibição dos leões no seu jogo de apresentação

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Análise – Taça das Confederações – Portugal 2-2 México

Ao longo dos 90 minutos, as bolas paradas foram um problema para a nossa selecção. Não quero com isto dizer que os mexicanos tenham criado perigo de maior neste departamento específico do jogo, porque não criaram, mas, a abordagem aos lances, não foi positiva. Vários foram os livres e cantos que não foram devidamente atacados. Aos 91″, num lance em que creio que Rui Patrício deveria ter sido o corajoso guarda-redes que é, José Fonte perdeu o duelo aéreo para o seu congénere mexicano Hector Moreno. A cabeçada do central que actualmente representa o PSV Eindhoven deu justiça ao resultado de uma partida medíocre em que pudemos ver dois estilos completamente diferentes na estética mais iguais ao nível de objectividade: zero. De um lado tivemos o tosco chutão em profundidade dos campeões europeus frente ao dinâmico teste que os mexicanos colocaram em campo ao treino analítico de circulação de bola que foi ministrado nos últimos meses pelo seleccionador mexicano Juan Carlos Osório

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Alvalade – 11 e 45 da manhã

Facto inédito em Alvalade: um jogo marcado para a manhã de um domingo soalheiro de Maio. Sem pressão, sem nada a temer, sem objectivos para conquistar desde o jogo do Dragão, mas com um cenário em que, com um bocado de sorte, a manter-se a bitola exibicional dos dragões nas últimas semanas, em caso de vitória, o Sporting ainda poderia espreitar a qualificação directa para a Liga dos Campeões, facto que por si vale metade do orçamento previsível para a próxima temporada. Os adeptos responderam afirmativamente. Invertendo uma certa lógica do futebol moderno, os adeptos de uma equipa que caiu a meio da temporada, continuam a dizer “sim”, mesmo quando o futebol não é o melhor. Quer queiramos quer não, esta indústria vive de resultados e de espectáculo. Por vezes é o espectáculo que filtra a falta de resultados. Quando não dá espectáculo e não se atingem resultados, os clubes definham porque o consumidor não compra. Continuar a ler “Alvalade – 11 e 45 da manhã”

Hoje Escreves tu #14 – Como avaliar a era Jesus, Mestre da Táctica, no Sporting? – 2ª parte

Nota introdutória: este post é a 2ª parte do post aqui publicado durante o dia de ontem.

Por Miguel Condessa

A minha maneira de ver e pensar um plano para uma equipa de futebol, seja ela qual for, mas que também se aplica a qualquer equipa de qualquer modalidade com as devidas adaptações, passa por ir incrementando qualidade ano após ano. E um dia seremos campeões porque estaremos a cada ano mais fortes e mais apetrechados para o ser. Pode demorar 2 anos,3, 4, 5, alguns, mas chegaremos lá! Irá sempre depender de alguns factores internos, como de onde partimos, e alguns externos, como por exemplo em que patamar estão os nossos rivais. Esse plano passa por analisar uma época, vamos chamar-lhe a época zero, com incidência no 11 base e nos 14/15/16 jogadores mais utilizados, escolher 2 posições para melhorar e apostar em 2 boas contratações para essas posições de modo a serem titulares de caras. Depois, em paralelo, é ir preparando a boa prata da casa para um dia subir à equipa A e depois para um dia estar preparada para substituir um ou outro jogador que se tenha distinguido e seja vendido. Continuar a ler “Hoje Escreves tu #14 – Como avaliar a era Jesus, Mestre da Táctica, no Sporting? – 2ª parte”

Hoje Escreve o Mister #8

Por Pedro Sousa. 

Por muita qualidade colectiva que uma equipa tenha, sem individualidades que tragam a qualidade desejada para criar desequilíbrios ofensivos numa estrutura, as dinâmicas colectivas ficam demasiado limitadas do seu jogo, faltando a alternância na forma como resolve muitos momentos de jogo seja na construção, definição, ou na criatividade do seu colectivo!!

Cada jogador traz dinâmicas diferentes ao jogo, mas uns aumentam consideravelmente a qualidade colectiva de uma equipa com a sua qualidade individual, enquanto outros não acrescentam nada ao colectivo porque a sua qualidade individual não trás variação e imprevisibilidade no jogar da mesma ordem de ideias colectivas, que uma equipa em muitos momentos de jogo necessita no modelo adoptado.

Sem jogadores como Podence, Gelson, Salvio, Jonas, um Brahimi ou Corona, entre muitos outros com determinadas características numa equipa, a sua capacidade criativa num determinado padrão de jogo fica muito mais debilitada e torna-a regular na forma de jogar e muito mais fácil para os adversários anularem, afastando-a mais, por conseguinte, do sucesso desejado!
Por muita qualidade ao nível da organização que se tenha… fica como uma salada sem o tempero certo, e por muito bom cozinheiro que a tenha confeccionado, nunca integrará os melhores cardápios.

Um empate amargo

Num jogo tão equilibrado, tão disputado e com tantas divididas a meio-campo, a haver destaque para um jogador esse destaque vai obviamente para o capitão Adrien Silva. No meio do desnorte que William revelou em determinados momentos da partida e nas mil e uma falhas cometidas pelo Sporting na transição (foram incontáveis os passes falhados que deram origem a situações de contra-ataque do Benfica) Adrien conseguiu manter sempre o norte e carregar a equipa para a frente quando tinha que o fazer.

Do físico e batalhado jogo de Alvalade, ficámos com uma certeza: o Benfica está a um passo de se sagrar tetra campeão. Não acredito que o Benfica cometa um deslize até ao final da temporada. Com um inédito livre, cobrado com magistralidade pelo sueco Victor Lindelof a castigar uma verdadeira estupidez (uma das muitas) de Alan Ruiz no jogo, o Benfica passou o teste de Alvalade.

Em termos de jogo jogado, o Sporting foi a equipa que mais situações de golo criou (4 foram as criadas pelos leões contra 0 da parte do Benfica) mas não praticou um futebol extraordinário, antes pelo contrário. Os múltiplos erros provocados nas transições por clara intranquilidade de várias unidades (Schelotto, Ruiz, o próprio William) poderiam ter custado caro se o Benfica tivesse desenvolvido melhor os bónus que a turma leonina lhes ofereceu. Por outro lado, se Bas Dost tivesse carimbado as 3 oportunidades golo que lhe foram literalmente oferecidas na 2ª parte, estaria aqui decerto a narrar uma vitória do Sporting. O Benfica foi uma equipa mais obreira, mais pressionante a meio-campo e mais inteligente na gestão dos vários contextos que o jogo ofereceu, levando para casa o tão desejado pontinho ambicionado certamente pelo seu treinador na preparação para este jogo.
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Análise: Sporting 4-0 Boavista

3 pontos, uma agradável exibição, um hat-trick do suspeito do costume (se bem que a exibição do holandês não se ficou por aí) num jogo que em primeiro denunciou que Jorge Jesus já leva o trabalhinho de casa para a próxima temporada bem adiantado. Por sua vez, o Boavista de Miguel Leal apresentou-se em Alvalade com uma estratégia de jogo bem arrojada no primeiro tempo, caindo em virtude dos dois erros crassos dos seus laterais nos dois primeiros golos da turma leonina.

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