Andy Robertson

A transferência do lateral escocês do Hull para o Liverpool por 11 milhões de euros foi uma verdadeira pechincha para os Reds. No início deste defeso, a imprensa portuguesa avançou a possibilidade do Sporting estar interessado nos serviços do talentoso lateral esquerdo. O “negócio Coentrão” acabou por ser mais rentável para os cofres leoninos. Jorge Jesus ganhou, para uma posição muito sensível do terreno, um jogador experiente com quem já realizou um virtuoso trabalho no passado, pesem embora as condicionantes que afectaram o jogador nas últimas temporadas, mas poderá, por outro lado, ter deixado passar um dos mais talentosos laterais da nova geração europeia.  Continuar a ler “Andy Robertson”

Mérito a Maurício Pocchettino

Alguém se lembra do tenebroso medo que Eric Dier tinha há 3 anos atrás quando era chamado a “cobrir” as baixas de William na posição 6? Assim o foi na Luz em 2013\2014, palco onde, o versátil jovem inglês (jogador que Jesualdo tinha lançado na época anterior com relativo sucesso a defesa direito frente ao Sporting de Braga; sabíamos porém que o jogador ia dar um centralão de mão cheia) se sentiu terrivelmente perdido em campo, abrindo uma autêntica avenida ao entretanto “caído em descrédito” Enzo Perez – o futebol dá mesmo muitas voltas! Continuar a ler “Mérito a Maurício Pocchettino”

Os golos da semana

Apesar de não ter escrito muito nos últimos sobre “Bola” (aquela, redondinha, que rola pelo campo e que faz mover 22 homens) o sensacional slalom do argentino não nos passou em claro. Genial jogada do argentino sobre 6 jogadores para fechar a participação na Liga, numa vitória amarga dos catalães em virtude do facto do Real de Cristiano Ronaldo ter conquistado no domingo o seu 33º título espanhol.

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Harry Kane em ponto rebuçado

32 golos em 37 jogos. 24 dos 32 obtidos na Premier League, facto que poderá valer ao avançado do Tottenham a renovação do título de melhor marcador da prova.

Frente ao incipiente Leicester (os Foxes fizeram um jogo francamente negativo no capítulo defensivo, em especial, no capítulo posicional e na baixa intensidade registada nos momentos de pressão e abordagem ao portador) o avançado inglês aproveitou para mostrar o seu lado Killer. Sem descurar algumas características do seu “completo” arsenal quando é chamado a jogar fora da área – constante dinâmica na cedência de apoios quer no corredor central quer nos corredores laterais, a capacidade de drible que possui sempre que vai aos corredores receber a bola para tentar flectir para o centro para preparar o seu poderoso remate de meia distância – o avançado demonstrou ontem que só tem olhos para a baliza, marcando 2 (dos 4) exactamente iguais nos minutos finais.

O futebol dos processos simples

Somado há menos de 10 minutos na asfixiante vitória (3-0, à hora em que escrevo este post) do City frente ao West Bromwich Albion. Minimalismo de processos no seu estado puro, rompendo por completo um bloco baixo em poucos toques.

Aguero esconde-se atrás do seu marcador directo (o central Craig Dawson), dá uns passos atrás para oferecer o “apoio frontal entre linhas” a Yayá Touré (arrastando também o outro central, Johnny Evans) e com o passe acaba por tirar da jogada o “testa de área” Claudio Yacob, abrindo a passadeira que permitiu a penetração para a área de Yayá Touré.

Phillippe Coutinho – quando meter menos um drible e colocar mais um passe é um sinal de maturidade

Quando pensamos no internacional brasileiro do Liverpool vem-nos à cabeça aquela acção clássica que o brasileiro executa tão bem quando recebe no flanco esquerdo, puxa a bola para o meio, tira 1 ou 2 adversários do caminho antes de rematar em arco. A acção que ao longo dos anos o jogador foi consumando como a sua imagem de marca, é uma faca de dois gumes: quando lhe sai, é algo absolutamente demolidor, provocando golos de estética fineza. Quando não lhe sai, o brasileiro emperra os esforços ofensivos da sua equipa com a sua obstinação. Por vezes, o que separa o canarinho do sucesso é aquele drible a mais, aquele drible que o desenquadra do local correcto para puxar do gatilho ou aquele drible que torna o esférico mais facilmente recuperável. Continuar a ler “Phillippe Coutinho – quando meter menos um drible e colocar mais um passe é um sinal de maturidade”

Hoje Escreve o Mister #12

Por Pedro Sousa, treinador de futebol

Nem sempre ser idolatrado, ter boa imprensa e uma excelente máquina de propaganda por trás chega para um treinador atingir os objectivos, mas também se deve realçar que nas derrotas ou vitórias nunca se deve esquecer o fundamental: ter competência; essa que a maioria avalia pelos resultados, tal como vitórias não significam ter a mesma! Muitos esquecem vários factores para definir competência, essa que pode levar ou não ao sucesso, e que na maioria das vezes é muito mal avaliada pelas emoções e nunca com uma racionalidade de análise no que é mais importante e de uma forma mais profunda de todos os factores integrados e momentaneamente inseridos.

Confesso que nunca fui um adepto exacerbado do Marco Silva porque não me identifico com algumas ideias e características que defende e já tinha identificado anteriormente na observação a várias situações, mas reconheço-lhe competência suficiente naquilo que ele procura para as suas equipas noutros momentos, sendo mais um jovem treinador muito promissor do futebol português que com certeza pode ter sucesso se continuar a sua evolução.

Por isso fica o meu abraço nesta hora difícil da sua carreira, que rapidamente vai fazer esquecer. Deve acima de tudo escolher melhor os seus projectos futuros para não entrar num ciclo onde muitos já entraram e nunca mais saíram… Ficam os desejos de boa sorte ao Marco Silva e força para o próximo projecto.