Os golos da jornada

Início a rodada de uploads com o golo somado pelo Alavés contra o Real Madrid para vos mostrar a simplicidade de processos da turma da casa na construção desta jogada e a atípica hesitação (patetice) de Raphael Varane no ataque a um lance aéreo.

O médio Burgui não só conseguiu na sua acção sair muito bem da pressão realizada por dois adversários, com a bola bem coladinha, em drible curtinho, ao pé direito (noutras ocasiões, pude reparar que o médio do Alavés é um jogador que não só consegue sair bem das situações de pressão como é um médio com uma técnica individual que lhe permite criar desequilíbrios em espaços muito reduzidos porque é um jogador que cola muito bem a bola ao pé e consegue mudar com rapidez a direcção do drible, dificultando a tarefa de quem o defende) como conseguiu rodar muito bem para se virar de frente para o jogo e para a oportunidade de progressão que lhe é aberta por Mounir El Haddadi na desmarcação para as costas de Sérgio Ramos. Com tempo e espaço para cruzar, o avançado colocou uma bola perfeita para a entrada em zona de finalização de Manu Garcia perante uma atitude atípica de Varane no ataque ao esférico.  Continuar a ler “Os golos da jornada”

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Mais um erro na saída de Glen Johnson…

Morata não perdoa. O avançado espanhol já é per se forte nestas acções. Exposto, Darren Fletcher pouco ou nada pode fazer.

Stoke City vs Chelsea – 2 erros, vida descansada para a formação de Conte

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Bastaram 2 minutos e um erro partilhado a meias por Glen Johnson e Martins Indi na cobertura ao avançado espanhol para a formação londrina tomar o controlo total de uma partida, aborrecida, diga-se em abono da verdade, na qual, a formação de Antonio Conte, confortável no seu meio-campo vai dando mais iniciativa ofensiva aos homens da casa.

De uma bola recuperada por Bakoyoko no seu meio-campo, acelerada por Kanté com uma variação para Cesar Azpilicueta, nasceu o primeiro golo dos Blues. Os franceses tiveram o mérito de tirar a bola da zona de maior concentração de adversários para lançar o ataque e o defesa espanhol (jogador que tem procurado constantemente a ligação com o avançado através do lançamento em profundidade; nem sempre bem, despejando bolas para a frente que não são pedidas pelo avançado espanhol) tratou de procurar o seu compatriota com um passe longo para as costas da defesa. Bem vivo no meio de Martins Indi e Glen Johnson, Morata só teve que ir na peugada do passe de Azpilicueta para abrir o marcador.

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Manchester United vs Everton

Lukaku lê muito bem a jogada. Antevendo claramente a possibilidade de recuperação por parte de Juan Mata, o belga desiste da acção de fecho das linhas de passe para um dos centrais para se reposicionais no meio destes para dar continuidade à eventual recuperação do seu colega. Como o avançado do United perde o tempo exacto para finalizar de pé direito, ainda consegue tirar Ashley Williams da frente quando o central internacional galês tenta o desarme mas a simulação de corpo obriga-o a ter que finalizar com o seu pior pé. 

O golo de Antonio Valencia e duas perdidas de Romelu Lukaku na cara de Jordan Pickford foram as únicas oportunidades de golo de uma partida que me está a dar algum prazer em seguir dada a qualidade das duas equipas. O Everton até tem sido a equipa com mais posse de bola nos últimos 25 minutos do primeiro tempo. Continuar a ler “Manchester United vs Everton”

Antonio Valencia

Sensacional patada do equatoriano numa jogada extraordinariamente pensada (completamente fora da decisão clássica que é tomada pelos jogadores naquela situação concreta; o cruzamento para a área) por Nemanja Matic.

The Kevin De Bruyne show

Três dos vários aspectos que me saltaram à vista desarmada na goleada do City frente ao Liverpool foram a péssima transição defensiva dos reds (nada habitual para uma equipa que foi trabalhada ao longo dos últimos meses para reagir rápido ao momento da perda), a facilidade com que os jogadores da linha média de Guardiola conquistaram rapidamente o controlo do meio-campo frente a um trio que faz da cobertura posicional uma das suas “forças” quando é obrigado a ter que defender no seu meio-campo (a cobertura posicional dos médios do Liverpool é o móbil que garante a recuperação e o lançamento apoiado do contra-ataque, com o auxílio de Firmino a ligar o jogo às alas, ou em profundidade, directamente para a velocidade de Salah ou Mané; nos primeiros 20 minuitos, os reds ainda conseguiram por em prática algum do seu “jogar”) e falta de agressividade aliada à última lacuna descrita em vários momentos do jogo. Os três maiores défices da formação de Liverpool permitiram um final de manhã\início da tarde idílico quer para Fernandinho quer para Kevin DeBruyne visto que tanto um como o outro tiveram várias oportunidades para colocar o seu passe vertical entre as linhas do adversário.

Nesta análise irei cingir-me apenas aos melhores momentos do belga no jogo:

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