Um pornográfico momento de ignorância promovido por Rui Pedro Brazzadas

Fotografia de rosto do jogador errada (o jogador que aparece na imagem é Gustavo Bou, avançado que recentemente se transferiu do Racing Avellaneda para o Club Tijuan do México), o nome de Acuña está mal escrito (Marcos em vez de “Marcus) e tanto as estatísticas de carreira como as estatísticas da presente temporada mostradas estão erradas, como se pode ver aqui no zerozero.pt. 

Rui Pedro Brazzadas, pornográfico tudólogo do Mais Tabaco nesse Night, pai da escola que criou Andrés Venturas em série para os mais diversos canais de televisão; indivíduos que sempre que abrem a boca, brotam das dos mais profundos “tugúrios do seu cérebro” um conjunto de alarvidades de conhecimento rasteirinho, levianas, racistas, xenófobas e estéreis; Brazzadas, inventor do mundo da bola de Youtube (lá vê diariamente um conjunto de vídeos de 5 minutos com os enganosos amazing skills and career assists que só mostram o lado positivo do jogador, para ter noção daquilo que genericamente, pode falar, como de resto fazem 95% dos paineleiros televisivos que neste momento grassam nos programas de desinformação desportiva) acabou de cair na internet… porque confiou! Já se sabe que neste mundo, quem confia o seu destino e a sua credibilidade (no fundo, em abono da verdade, já era pouca ou nenhuma!) nas mãos erradas, acaba sempre naquela posição específica que levou à derrota na Alemanha na guerra.

O que me chateia é que existem milhares de pessoas neste mundo a comer toda a informação que estes tipos plantam, rejeitando toda a informação ou opinião (grande parte verdadeira, sincera, ou, na pior das hipóteses com um grande fundamento de verdade) que lhes são oferecidas de mão beijada, sem direito ao pagamento de uma subscrição, pelos bloggers. Pelas pessoas que, por prazer, sem ganhar nada em troca (muito pelo contrário; perdemos imenso tempo de vida que não voltaremos a recuperar para tentar cultivar a informação junto de uma sociedade cada vez mais desinformada) perdem 3\4 ou mais horas (diárias) da sua vida a pesquisar por informação, a ver vídeos atrás de vídeos, a estudar modalidades, a estudar comportamentos, a estudar perfis de jogadores, treinadores, dirigentes, a estudar ligações entre agentes e a formular\escrever feeds, informações ou opiniões.

Vamos a isso! Marco Ferreira deverá ser o primeiro a falar

Vamos a isso!

Para que não hajam dúvidas em relação ao que vou escrever neste post, sinto a necessidade de deixar uma nota prévia: ao longo do último ano passei a respeitar Marco Ferreira. Já o respeitava enquanto árbitro porque sempre me pareceu competente e imparcial. Não tenho também qualquer pejo em afirmar que o antigo árbitro madeirense foi um dos melhores da sua geração. Não me devo também sentir acanhado para dizer que Marco Ferreira foi obviamente prejudicado (na sua descida de categoria) pelo sistema montado por Luís Filipe Vieira. Há umas semanas atrás percebemos que as notas negativas do madeirense na temporada em que desceu de categoria foram manipuladas através do modus operandi que foi aqui revelado.

No preciso momento em Marco Ferreira afirmou que o antigo presidente do CA\FPF Vítor Pereira lhe ligava nos dias anteriores aos jogos do Benfica (que o madeirense ia apitar) para lhe dar a dica de que “tudo teria que correr bem” (um autêntico crime de coacção) o meu nível de respeito pelo madeirense subiu, para descer quase imediatamente quando, no dia seguinte, decidiu dar o dito por não dito. Mesmo assim, mantive-lhe a minha admiração e consideração porque sei que Marco Ferreira é uma pessoa íntegra, recta, sincera e… (para muitas pessoas é um defeito, para outros é a linha pela quais se cosem os homens que vivem de espinha direita) de coração na boca. Nos últimos meses, o madeirense tem sido uma das vozes mais assertivas em relação à podridão que é a arbitragem no futebol português. Naturalmente. Marco conhece na perfeição todas as esquinas dos jogos de bastidores que se passaram nos últimos anos na arbitragem portuguesa.

Neste post em concreto, Marco Ferreira criticou (na mouche) o carácter mercenário de toda uma classe (uma autêntica vergonha; pessoas sem o mínimo pingo de dignidade), deixando ao mesmo tempo um apelo revelador que nada tem de enigmático: os árbitros estão mesmo protegidos sobre um manto e tem muito para contar sobre esse manto protector. Contudo, tenho obrigatoriamente que lavrar uma crítica ao madeirense.

Em relação às acusações proferidas contra Vítor Pereira, não ficámos suficientemente esclarecidos. Existiam ou não existiam pressões directas para que o madeirense beneficiasse o Benfica nos jogos em que apitava o clube da Luz? As pressões eram realizadas da forma descrita com a linguagem descrita ou iam para além da forma descrita? Antes de incitar quem quer que seja a por a boca no trombone, creio que Marco Ferreira deve à sociedade esse esclarecimento . Assim como também deve à sociedade (pela via das autoridades competentes; é um verdadeiro dever de cidadania) todos os esclarecimentos (plausíveis) que possam ser úteis à investigação que está em curso.

O dia em que o Mister acertou novamente na mouche

via Mister do Café

Ao longo dos últimos dias tenho vindo a evitar o inevitável tema da ordem do futebol português. Tenho vindo a evitar escrever sobre o mega (creio que já temos todas as provas que necessitamos para o escrever, sem correr o risco de virmos a ter que nos defender futuramente das acusações lavradas) escândalo de corrupção e tráfico de influências protagonizado pelos dirigentes e colaboradores Benfica e por alguns dos principais (e secundários) dirigentes do futebol português, não porque não tenha uma opinião formulada sobre o assunto porque tenho, não porque não tenha total conhecimento do assunto porque vou seguindo a novela a par e passo e vou dando, diariamente, junto das pessoas que me são próximas, a minha opinião sobre o assunto, mas porque, ao longo destes 4 meses, sempre tentei primar a diferença neste blog através de uma estratégia orientada para escrever (narrar, criticar, demonstrar, mostrar) sobre tudo aquilo que “se vai passando dentro das 4 linhas”, deixando todo o conteúdo que é rastilhado fora destas para quem de direito. Esta não é a minha forma de estar no desporto. Ponto.

Contudo, isso não quer dizer que não seja capaz de respeitar a forma de estar de outros bloggers quando têm, literalmente, os tomates no sítio para nos brindar com este tipo de pérolas. O Mister do Café é à semelhança de outros blogues como a leonina Tasca do Cherba (blogue no qual já vi um texto publicado) ou o Artista do Dia, blogue que também sigo diariamente, são blogues que tem prestado um evidente e louvável serviço público ao nosso país na luta contra o verdadeiro cancro (aquartelado na Luz e metastizado na Cidade do Futebol) que ameaça matar com o nosso futebol, e, como se veio a saber, nos últimos dias (depois da cena protagonizada no Hóquei em Patins) com o nosso desporto. Por outro lado, Francisco J Marques também tem prestado um digno e assinalável serviço público à Nação. Continuar a ler “O dia em que o Mister acertou novamente na mouche”

Ou como quem diz, por outras palavras: a regra do fairplay financeiro falhou redondamente e eu acho que tenho uma nova ideia de génio

 

«Estou a pensar seriamente em limitar o orçamento dos clubes para os salários dos jogadores. A diferença entre os clubes mais ricos e os outros está a aumentar de forma perigosa e isto preocupa-me. Os clubes contratam mais jogadores do que realmente precisam e com um teto salarial pensariam mais naquilo que os jogadores realmente valem» – Aleksandr Ceferin, presidente da UEFA.

 

Nem sei sinceramente o que hei-de pensar de Aleksandr Ceferin: se o esloveno é um sonhador ou se é simplesmente um ingénuo que caiu de para-quedas na presidência da UEFA. Continuar a ler “Ou como quem diz, por outras palavras: a regra do fairplay financeiro falhou redondamente e eu acho que tenho uma nova ideia de génio”

Situações que não podem de todo acontecer com o novo sistema de videoárbitro apesar da decisão disciplinar ter sido a correcta

No jogo desta tarde entre a Alemanha e os Camarões, uma entrada duríssima cometida pelo lateral direito da selecção Ernest Mabouka sobre o médio alemão Emre Can suscitou um pedido de revisão da jogada (num primeiro momento pelo videoárbitro nomeado pela FIFA para a partida, e nos 2 momentos subsequentes pelo árbitro em virtude do erro que veio a cometer) por parte do árbitro colombiano Wilmer Roldán.

Apesar de considerar que o árbitro da partida poderia estar melhor colocado no lance em questão para analisar e decidir sobre o critério disciplinar a aplicar sem a ajuda de terceiros, e que o fiscal-de-linha daquele lado estava em condições de ajudar o seu colega de equipa, a nova tecnologia foi introduzida precisamente para auxiliar a decisão do árbitro neste tipo de situações em que o contexto não é favorável a uma tomada de decisão assertiva e, acima de tudo, justa. Compreendo perfeitamente todas as limitações que podem eventualmente surgir no decurso de uma partida para um árbitro: para além deste ter que estar com atenção a multiplicidade de factores intrínsecos ao jogo (a visualização das acções rápidas, frenéticas, de 22 actores num cenário de oposição; o controlo permanente dos episódios que vão sendo criados pelos agentes que estão no banco de suplentes, entre outros) nem sempre o posicionamento que este adopta é o melhor para poder observar com clareza determinado lance de forma a poder ajuizá-lo correctamente, assim como, tendo em conta o mesmo objectivo (a ambicionada imparcialidade e justiça na actuação) nem sempre o cérebro humano consegue acompanhar com a mesma rapidez uma acção (real) que se desenvolve ali à frente dos nossos olhos. Quantas vezes é que ao longo das nossas vezes vimos algo bem real a acontecer à nossa frente e não conseguimos tomar, numa curta fracção de tempo, a decisão mais acertada naquele caso concreto? Centenas, se não milhares de vezes. Continuar a ler “Situações que não podem de todo acontecer com o novo sistema de videoárbitro apesar da decisão disciplinar ter sido a correcta”

Quando a melhor e a única defesa possível, é o ataque

Se o “Benfica está forte, unido e coeso”, e “tem total abertura para facilitar acesso a toda a informação, tem as portas abertas e está tranquilo, quer que se investigue a fundo” (Luis Bernardo, Benfica TV, 16-06-2017) interrogo-me se realmente existe a necessidade de contra-atacar através da abertura de reabertura de processos do passado\novos processos na justiça desportiva e na justiça civil contra os rivais, quando uma bem preparada e executada defesa é um dos elementos basilares de um processo justo, e uma enorme garantia de transparência e idoneidade dos acusados se a acusação for dada analisada (ou até julgada) como desprovida de fundamento ou de provas que a justifiquem.

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A medonha criação de regras por medida – o novo regulamento disciplinar da FPF

“ARTIGO 136º-A (novo)

Uso de expressões ou gestos ameaçadores ou indignos

• Considera-se revelador de indignidade agravada o ato de fumar na zona técnica, incluindo cigarros eletrónicos, e expelir fumo ou quaisquer outras substâncias, tais como saliva, na direção de dirigentes, jogadores ou quaisquer outros agentes desportivos.”

Para ser uma norma jurídica, os juristas definem que uma lei deve ser:

Para um jurista, meia palavra basta. Quando a clubite aguda se extravasa desta forma, atacando sem piedade o comportamento de um dirigente, podemos estar certos que nem 2 kg de areia servem para tapar uma vergonha que é a mais verdadeira antítese daquilo que se ensina (com toda a cátedra, com toda a pompa, com todo o fleurma) aos jovens estudantes deste país. O futebol é naturalmente um palco privilegiado para estes Germanos puderem descer aos comuns, mostrando toda a irracionalidade da doença clubista que escondem por detrás da sua pretensa racionalidade de doutores da lei. Este é por outro lado mais um sinal visível do domínio do Benfica nas instituições. Já se fazem literalmente regras a pedido. Qualquer dia não nos espantemos se uma nova revisão do regulamento disciplinar da Liga venha a punir um dirigente se este se chamar Bruno de Carvalho. Não há de faltar muito por este andar.