Que sejas abençoado e nos tragas muito sucesso e títulos Pavilhão João Rocha

pavilhão joão rocha

Dentro de meia hora, no Andebol, frente ao Fafe, abrem-se as portas da mais maravilhosa obra de todo o sportinguismo, obra para a qual também pude contribuir na medida das minhas capacidades: o Pavilhão João Rocha. Obra da mais elementar necessidade para um clube que ousa atrever-se a tudo vencer no panorama nacional das modalidades colectivas e quer, fazendo jus às históricas palavras do seu fundador, “ser um dos maiores clubes da Europa”, o Pavilhão João Rocha finalmente termina com um calvário de cerca de 15 anos, calvário que não permitia de forma alguma alavancar as nossas modalidades para um estado de exigência minimamente aceitável. No desporto moderno, o investimento não é o único factor de sucesso. Se o investimento na contratação de bons jogadores e bons treinadores não for acompanhado de investimento na criação de boas infraestruturas e bons equipamentos de treino, nenhum clube atingirá, por muito boa que seja a matéria-prima, o sucesso.

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A hipocrisia de Javier Tebas

javier tebas

Fonte: Mais Futebol. 

A toque de caixa de Josep Maria Bartomeu, dirigente que poderá ter comprometido no caso Neymar a sua sobrevivência na presidência do Barcelona em virtude do vexame popular a que foi exposto no último mês, Javier Tebas, presidente da Liga Espanhola de Futebol continua, a abrir fogo sobre o PSG e sobre o Manchester City. A base argumentativa que é utilizada junto da UEFA pelo principal dirigente de La Liga no que concerne à base que sustenta as sistemáticas violações de ambos os clubes às regras do fairplay financeiro da UEFA é válida (os dois clubes fazem efectivamente concorrência desleal a grande parte dos clubes de europeu visto que são suportados informalmente nos bastidores pelos fundos soberanos dos Emirados Árabes Unidos e Qatar) é muito válida mas soa a alguma hipocrisia se atentarmos ao histórico dos clubes espanhóis na última década e a um caso particular ocorrido no presente verão no futebol espanhol. Continuar a ler “A hipocrisia de Javier Tebas”

É este o espectáculo deprimente que teremos semana após semana?

A situação de pancadaria (da velha) registada em Portimão durante o Portimonense vs Boavista obrigou-me a ter que ir buscar as fresquinhas declarações do presidente da Liga na entrevista concedida pelo presidente da Liga a António Tadeia para o seu novíssimo projecto Bancada.  Continuar a ler “É este o espectáculo deprimente que teremos semana após semana?”

Não queres mais nada, Luís Filipe?

“Impõe-se por isso, que talvez tenha chegado o momento das entidades oficiais, do Estado e do Governo chamarem a si, a procura do encontro de uma solução que permita, que seja uma entidade independente e credível a regulamentar e gerir as principais áreas que requerem independência e autonomia face aos diferentes competidores” – Luís Filipe Vieira – 05\08\2017

Esmiucemos as declarações de Vieira. O que o presidente do Benfica pretende é a criação (através da produção de legislação por parte das instituições competentes pela lei para o efeito) de uma entidade independente, tutelada pelo Estado, capaz de albergar no seu seio os 3 conselhos (Arbitragem, Justiça e Disciplina) que já são controlados pelo Benfica na Federação para, os afastar totalmente da esfera de acção dos rivais e controlar melhor todos os órgãos de decisão. Não basta o clima de impunidade total em que vive o clube encarnado. O seu presidente ainda tem a lata de vir propor um Estado à medida das suas necessidades mais urgentes. Continuar a ler “Não queres mais nada, Luís Filipe?”

Ainda existem dúvidas?

Saúdo a Federação Portuguesa de Futebol! Para além do indispensável arrojo que foi tomado em prol da verdade desportiva no nosso futebol, os responsáveis da Federação tem feito todos os esforços para regulamentar a introdução do videoárbitro e tem manifestado todo o interesse em prestar e explicar toda a informação disponível sobre o assunto. Quem continuar a apostar numa atitude de resistência ou até mesmo de aversão verá, em breve, a sua opinião completamente descredibilizada.

Não tenhamos a mínima dúvida: sem a nova tecnologia, em condições normais, este golo teria sido validado. Teria sido validado com as consequências que todos bem conhecemos para as equipas que os sofrem. Estes são os golos que podem vir a ser decisivos para separar sucesso do fracasso, o primeiro do segundo lugar, a presença numa Liga dos Campeões de uma presença na Liga Europa, a manutenção da despromoção, a opinião positiva sobre o trabalho de determinado treinador da opinião negativa sobre o trabalho do mesmo treinador…

Até onde irá a imoralidade no futebol?

No final de cada mês o ciclo repete-se. O termo calão utilizado ao ver o recibo de vencimento é o mesmo. Os sonhos são cada vez mais limitados porque a corda está esticada até ao limite. A cada dia 27, um mar de dúvidas. Para muitos, o mar de dúvidas começa imediatamente a 10 ou a 15 de cada mês. Há 5\6 ou mais anos que o ciclo repete-se incessantemente, sem tréguas, sem um pouco de paz, sem existir sequer um pingo de esperança no futuro. Enquanto o “fiel depositante” da coisa pública tem de sobreviver com a mísera esmola que é paga pela sua força de trabalho e pela mais-valia que cria para outra(s) entidade(s), sem que por outro lado, possa ver qualquer melhoria significativa nos bens e serviços (pagos, segundo a lógica de contribuinte-utilizador-pagador) “oferecidos” (em teoria) pelo Estado, pela porta ao lado passam, totalmente incólumes, meia dúzia de pastas repletas de dinheiro relativas à transferência de um jogador de futebol.

Que raio de justiça social é esta? O mesmo aparelho burocrático centralizado e estupidificado que nos limpa mensalmente 400 euros à guise de um tal de “contrato social” que não assinámos e com qual, actualmente não concordamos (como foi o caso do valor que me foi subtraído no mês de Julho), que nos obriga a pagar taxas e taxinhas, selos e selinhos, impostos e impostozinhos (até sobre a água que eu bebo; o bem mais precioso da vida humana), que nos obriga a pagar um imposto quando queremos doar um bem a outra pessoa porque não nos faz falta, que nos cobra juros por cada dia de atraso no pagamento (quando o estado se atrasa num pagamento, da boca dos políticos ou dos mais altos responsáveis do aparelho coercivo de impostos só ouvimos desculpas) que é capaz de abocanhar sem piedade todas os presentes oferecidos no dia do nosso casamento, que nos obriga a pagar um imposto por cada cova na terra que abrimos para nos despedirmos dos nossos entes queridos, ignora por completo a ostentação do luxo. Sim, porque contratar um jogador de futebol por 222 milhões de euros deve ser considerado um acto luxuoso imoral se considerarmos as graves carências básicas pelas quais passam milhões de seres humanos!

O PSG ou qualquer outro clube deveria ser obrigado a pagar de imposto adicional sobre o valor desta obscenidade pornográfica, a taxa aplicável ao escalão mais alto do imposto sobre rendimentos de uma pessoa singular daquele país. Só assim poderá a “ditar sociedade” impor a justiça social que se pretende atingir.

Fiquei atónito

“Não nos podemos esquecer é onde a selecção nacional tem preferência jogar” 

“Honestamente não sei nem nunca “sube”. Sei que o Benfica tem sócios organizados. É a única coisa que eu sei, agora claques, nunca “sube” que o Benfica tem claques”

Acabou-se a internet por hoje. O dono da bola quis enganar-nos como se fossemos todos imensamente estúpidos. O analfabeto a quem apelidam de mestre da gestão em virtude do seu “profundo conhecimento” do mundo dos negócios e dos vários processos da negociação, cavalgadura de gente que mal sabe pronunciar determinadas palavras em língua portuguesa, imberbe que não constrói uma frase sem colocar uma inexistente palavra no seu caminho, que diz “ói quase” em vez “ou quase”, exerceu um esforço sincero para nos ludibriar como tivéssemos um O de “otaries” na testa e um P de “parves” desenhado na nossa camisola. Felizmente, nunca comi um gelado com a testa. A tomar pela narrativa apresentada pelo presidente do Benfica, se os jornalistas presentes (os corajosos; nos últimos anos, ninguém tem sido capaz de remexer, com minudência e com seriedade jornalística nas relações entre Vieira e o BES\BPN) lhe perguntassem se deve o capital que deve aos bancos entretanto nacionalizados com o produto do nosso suor, Vieira ainda seria capaz de responder que “jamais teve negócios com os bancos em questão”.

O homem das mil caras, agente que fala por intermédio de mil rostos, não pode porém escapar à era da Internet. Nos dias que correm é preciso ser muito burro para se dizer algo que possa ser facilmente contestado com recurso à imagem e\ou ao áudio. Repito: Muito burro.

Como é que o presidente do Benfica se vai safar desta? Existem ou não existem claques organizadas organizadas dentro do Benfica? A direcção encarnada apoia ou não apoia as claques organizadas? A direcção encarnada financia ou não financia as claques organizadas? Ou terá sido este um angustiante momento de esquizofrenia do seu treinador?