Benoit Cosnefroy é o novo campeão mundial de estrada no escalão de sub-23

A vitória é de quem arrisca. A selecção francesa de sub-23 arriscou mais que as outras selecções na última volta ao circuito de Bergen e lucrou com a sua pujante e ofensiva atitude.

Numa corrida de 191 km muito esticada, disputada a um ritmo alucinante, e muito atacada a partir da 5ª as 11 voltas planeadas pela organização ao circuito fechado que receberá no próximo domingo a prova de estrada de elites, a Itália de Vincenzo Albanese (Bardiani) levantou a onda de vento que se viria a seguir quando lançou Eduardo Affini ao ataque no início da última volta. Da investida do ciclista italiano formar-se-ia um quinteto na frente. Com dois ciclistas presentes nesse quinteto, a selecção francesa lançou Benjamin Thomas (o actual campeão do mundo de Madison e Omnium, disciplinas do ciclismo de pista) e Damien Touze. Tanto Thomas como Touze viriam a fracassar nas suas tentativas de ataque. Continuar a ler “Benoit Cosnefroy é o novo campeão mundial de estrada no escalão de sub-23”

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Vuelta – 19ª etapa – Prémio de temporada merecido para Thomas De Gendt

Thomas De Gendt. Para muitos, o nome deste belga de 30 anos nada diz. Para os amantes de ciclismo, é sinónimo de muita qualidade e acima de tudo de muita entrega à modalidade. Especialista na arte de expor a cara ao vento dia após dia, “morto na praia” tantas vezes naquelas dolorosas epopeias de dezenas de quilómetros que terminam a poucos metros da meta, em solitário ou com companhia, o belga é actualmente um dos melhores especialistas em fugas. O seu currículo fala pelo seu talento. Se exceptuarmos aquele maravilhoso (mas irrepetível) 3º lugar na geral da edição de 2012 do Giro, prova na qual o belga esteve a um pequeno passo de conquistar (haveria de ser conquistado pelo canadiano Ryder Hesjedal, ciclista entretanto retirado do ciclismo profissional desde o final da temporada de 2016), De Gent tem um palmarés (vitórias em etapas em provas como o GP de Waregem, Volta à Valónia, Volta a Navarra, Paris-Nice, Volta à Suíça, Giro d´Italia, Volta à Catalunha, Tour de France, Criterium Dauphiné e agora na Vuelta) invejável construído praticamente à base de escapadas e surpreendentes ataques nos quilómetros finais das etapas.

Esta vitória não foi excepção. Inserido numa fuga de várias unidades, onde circulou o nosso Rui Costa (já lá vamos), o belga foi o mais rápido no sprint realizado em Gijón.

Na geral, a Sky manteve tudo em pratos limpos no dia que antecede o “final virtual” da prova no Alto do Angliru, num dia em que Alberto Contador voltou a atacar. Continuar a ler “Vuelta – 19ª etapa – Prémio de temporada merecido para Thomas De Gendt”

Vuelta – 13ª etapa – Em Tomares, nos arredores de Sevilla, tomara a muitos ter esta organização da Quickstep

Já não existem adjectivos para descrever a prestação da formação belga (líder do ranking da UCI) durante a temporada de 2017: as vitórias caem estrondosamente no seu bolso como a água numa catarata. A Quickstep já é desde há muitos anos um projecto vencedor mas a verdade é que durante o presente ano ainda o está a ser mais vencedor. No Giro, os belgas venceram 4 etapas ao sprint com o colombiano Fernando Gavíria e 1 por intermédio de Bob Jungels. No Tour, Marcel Kittel limpou 5 etapas. Na Vuelta, Matteo Trentin, o lançador do alemão ganhou 3, Julian Alaphillippe ganhou outra e Yves Lampaert também já sentiu a emoção de subir ao pódio no final de uma etapa. Quando até a 3ª escolha (ainda tem uma 4ª: Maximiliano Richeze) para os sprints limpa 3 etapas numa Grande Volta, o que é que poderemos acrescentar ao formidável rendimento desta equipa?

Ao todo, a equipa que representa um dos maiores fabricantes mundiais de pavimentos laminados já conquistou 56 vitórias repartidas entre 2 vitórias em classificações gerais individuais, 10 prémios categorizados, e 44 etapas\provas de um dia. Nas 53 etapas corridas nas 3 grandes voltas até ao dia de ontem, a formação comandada por Patrick Lefévère conquistou um total de 15 etapas. Na esmagadora maioria das vitórias, há um denominador comum que explica grande parte do sucesso: a organização que esta equipa demonstra nas chegadas ao sprint. A vitória conquistada na 13ª etapa da Vuelta, não foi excepção.  Continuar a ler “Vuelta – 13ª etapa – Em Tomares, nos arredores de Sevilla, tomara a muitos ter esta organização da Quickstep”

Vuelta a Espanha – 11ª Etapa – “Superman” Miguel Angel López vence no Observatório de Calar Alto; Chris Froome volta a defender a liderança

Com o seu dedo indicador bem erguido para o céu e consciente do que tinha acabado de fazer frente aos melhores desta Vuelta, Miguel Angel Lopez validou, na subida ao Observatório de Calar Alto, todo o potencial que lhe atribuem para o futuro. O colombiano nascido há 23 anos em Pesca, cidade da histórica região de Boyacá, casa de grandes trepadores responsável pela formação de uma generosa fatia dos grandes talentos dos “escarabajos” (Nairo Quintana, Winner Anacona, Edward Beltran, Fabio Parra, Ivan Parra, Dayer Quintana, Daniel Rincón e Maurício Soler) confirmou no Alto do Observatório de Calar Alto a razão que leva muitos analistas a apontá-lo com um dos mais promissores nomes a ter em conta para as grandes voltas do futuro. Depois de ter conquistado as gerais individuais de provas como a Volta à Suiça ou o Tour de L´Avenir (Volta à França do Futuro) e de ter conquistado também importantíssimas vitórias na Volta à Colômbia (1 etapa e a geral para sub-23), Vuelta a Burgos (3 etapas e a classificação da Juventude em 2015), na Clássica Milão – Turim, e na Ruta de San Luís (1 vitória de etapa e Prémio da Juventude), o colombiano pode juntar ao seu currículo uma fantástica vitória alcançada numa etapa de montanha da Vuelta, sem ter necessitado, para o efeito, de sair numa fuga.  Continuar a ler “Vuelta a Espanha – 11ª Etapa – “Superman” Miguel Angel López vence no Observatório de Calar Alto; Chris Froome volta a defender a liderança”

A estupidez sem limites da Sunweb

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Esta é a notícia do dia no que a ciclismo diz respeito. No final da 7ª etapa da Vuelta, Warren Barguil foi expulso da Vuelta por decisão da própria equipa, a Sunweb, devido ao facto de não ter respeitado as indicações dadas pelo director desportivo Marc Reef no momento em que Wilco Kelderman furou. Trocando por miúdos: assim que Kelderman teve um furo na sua roda traseira na aproximação à subida do Alto del Castillo (Cuenca), Reef deu a indicação aos 3 corredores que se encontravam no grupo principal (Soren Kragh Andersen, Sam Oomen e Warren Barguil) para baixar imediatamente na corrida até ao ponto no qual se encontrava o seu chefe-de-fila para o ajudarem a regressar ao grupo principal. Andersen e Oomen baixaram imediatamente para tentar recolocar o seu chefe-de-fila. Barguil decidiu permanecer no grupo principal, contrariando portanto as indicações que lhe foram dadas pelos responsáveis da equipa alemã. Continuar a ler “A estupidez sem limites da Sunweb”

Vuelta – 4ª etapa – Quickstep: uma máquina a fabricar vitórias

A actual líder do Ranking UCI é uma verdadeira máquina a fabricar vitórias. A vitória na 4ª etapa de Matteo Trentin (com esta vitória o ciclista italiano completa o pleno de vitórias nas 3 grandes voltas; já tinha conquistado 2 vitórias no Tour nas edições de 2013 e 2014 e uma vitória de etapa no Giro na edição de 2016 da prova italiana) em Engordany, Catalunha, representou o 53º triunfo de temporada (2 gerais individuais; 9 gerais de prémios categorizados; 41 etapas\provas de um dia) da formação belga comandada por Patrick Lefévère. Das 4 etapas até agora disputadas na prova espanhola, a Quickstep levou 2.

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Vroom, vroom! Deixem a mota passar – A grande imagem da última etapa do Binckbank Tour

Com licença, com licença – deixem o maior passar! A aceleração de Peter Sagan no Muur KapelMuur, icónico santuário que serve de amuleto para todos aqueles que pretendam ali atacam com o objectivo de vencer a Ronde Van Vlaanderen. Foi precisamente ali, naquele duríssimo (8,2% de inclinação média) sector de empedrado de 1100 metros que Philippe Gilbert projectou o ataque que viria a derrear toda a concorrência na última edição da Volta à Flandres.

Peter Sagan não venceu nem a etapa nem a geral (pese embora o facto de ter sido o ciclista que mais animou a prova, conjuntamente com a sua sombra Greg Van Avermaet) mas deixou apontamentos de sonho. Se não tivesse furado na 6ª etapa, o eslovaco poderia ter vencido a geral no muro de Geraardsbergen.

Como referi aqui, no post relativo à 6ª etapa, foi Tom Dumoulin quem aproveitou o “azar valão” do bicampeão do mundo de estrada. Na última etapa, o holandês só teve que realizar uma corrida à medida das suas necessidades, ou seja, no controlo total às movimentações de Tim Wellens. Quando Wellens tentou “sair a jogar” com Sagan no final do Kapel Muur, o holandês foi obrigado a assumir o esforço de perseguição. O belga da Lotto ainda conseguiu recuperar 2 dos 8 segundos que possuía de desvantagem em relação ao holandês da Sunweb num dos 3 sprints bonificados fixados pela organização no quilómetro dourado, mas não conseguiu ter a força necessária para tentar recuperar os restantes 6 na exigente rampa final de Geraardsbergen.