Serge Gnabry

O novo reforço do Bayern é isto. Veloz, ávido a explorar as costas do lateral (lamenta-se o facto de não ter chegado a tempo de poder jogar com Xabi Alonso), muito técnico, muito fantasioso (o jogador tem uma verdadeira maleta cheia de truques) e finalizador q.b, ou pelo menos, um jogador que só tem olhos para o golo. Apesar de ter desperdiçado algumas bolas no jogo contra a selecção checa, o jovem de 21 anos que foi completamente desaproveitado por Arsène Wenger no Arsenal, clube que o lapidou, marcou 11 golos na temporada 2016\2017 ao serviço do Werder Bremen.

Está por aí a prova em como certos treinadores não são nada sem as ditas “estruturas”

Conhecemos por aí um treinador, agente que até tem sido vagamente apontado como possível treinador de 2 grandes para a próxima temporada, que acabou de descer à 3ª divisão alemã com um plantel que tinha nomes como Sebastian Boenisch (internacional alemão em 14 ocasiões), Abdoulaye Ba (até há pouco tempo era o central de um clube de Liga dos Campeões),  Filip Stojkovic (internacional sérvio), Karim Matmour (habituée na selecção argelina nos últimos anos), Victor Andrade, Amilton (uma das grandes revelações da Liga 2015\2016) e o veteraníssima Ivica Olic, que, apesar dos seus extensos 37 anos, foi um dos melhores avançados dos últimos 15 anos do futebol alemão. O plantel continha também jogadores muito tarimbados ao nível de presenças no principal escalão do futebol alemão.

Esse treinador, bicampeão nacional, em parte à conta de alguma sorte face ao medonho futebol praticado pela equipa durante essas duas temporadas, e até, em virtude das suas limitações como treinador, não conseguiu, desde o momento em que saiu desse clube, ganhar títulos em 3 dos 4 clubes por onde passou, vencendo “simbolicamente” um campeonato nacional num clube que é o hegemon de um determinado país, tendo vencido 19 das últimas 21 edições desse mesmo campeonato. Nesse triunfo, no Olympiacos, esse treinador só teve literalmente que confirmar o excelente trabalho realizado por outro na metade mais dura da temporada, a 1ª, ou seja, aquela em que uma equipa tem que ser trabalhada com afinco ao nível de processos.

Posto isto, ainda existem por aí alguns dummies que vendem este treinador como um Bom Treinador quando provavelmente nem mediano Treinador é. Foi um treinador que venceu porque estava inserido em “estruturas” vencedoras. Aquele tipo de estruturas que levaram muitos a dizer, há uns anos a esta parte, que a existência de uma estrutura é mais que garante para a conquista de títulos. A partir daí, esse treinador somou bola. Até quando lhe deram literalmente um Ferrari para as mãos no Fenerbahce.

Imagem do dia

O cumprimento de uma tradição! O Bayern é penta campeão alemão! E a tradição poderá prolongar-se por muitos anos se os restantes “grandes” (coloquei grandes entre aspas porque no fundo o Bayern não deixa nenhuma outra equipa da Bundesliga ser grande, pelo menos no que respeita ao nível de títulos conquistados) não fizerem algo de significativo nas próximas temporada, numa fase em que todos (Bayer de Leverkusen, Schalke, Borussia de Dortmund, Wolfsburg, Hamburgo, Borussia de Monchengladbach) parecem estar a enfrentar uma fase menos positiva onde se salienta uma certa falta de estratégia a médio\longo prazo em alguns, e renovação no caso do Wolfsburgo. Quando o mais directo perseguidor à Estrela do Sul, clube que tanto admiro pela sua organização, pela sua atitude arrogante, e pela alegria dos seus adeptos, foi o RB Leipzig (sensacional época de estreia na prova na “banda de Emil Forsberg”, jogador que sai altamente valorizado da presente temporada e que terá decerto muita gente a chateá-lo durante o verão!) até… à viragem para a Zwei Runde, creio que está tudo explicado sobre a incapacidade dos demais em construir equipas que possam ombrear com os bávaros.

Análise – Meia-final da Taça da Alemanha – Bayern 2-3 Borussia de Dortmund

É caso para dizer que à 4ª foi de vez! Thomas Tuchel conseguiu “matar o borrego”, ainda para mais na casa deste! O Borussia de Dortmund conseguiu um histórico apuramento para a sua 4ª final consecutiva na Taça da Alemanha ao vencer nas meias finais a “besta negra” que lhe tinha roubado a vitória na competição nas últimas 3 finais da prova. Num fantástico jogo de futebol em que mais uma vez foi quebrado desde cedo o espartilho táctico em que assentam os jogos entre equipas grandes, a equipa de Thomas Tuckel sobre aproveitar os erros de Javi Martinez no primeiro golo e de Robert Lewandowski e Arjen Robben no capítulo da finalização.
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Meia-final da Taça da Alemanha: Borússia de Monchengladbach 1-1 Eintracht de Frankfurt – um tédio resolvido nos penalties

Na primeira meia-final da DFB Pokal Borussia de Monchengladbach e Eintracht de Frankfurt disputaram a primeira vaga de acesso à final da prova. O frente-a-frente entre as equipas de Dieter Hecking e Niko Kovac não poderia ser mais entediante do que aquilo que foi na verdade ao longo de 120 minutos – o pouquíssimo futebol demonstrado pelas duas equipas redundou num insosso empate a 1 bola, empate que obrigou as equipas a terem que desempatar a partida da marca dos onze metros. Com 1 falhanço contra 2 dos jogadores da casa, o Eintracht de Frankfurt ganhou o direito de participar na prova ficando à espera do adversário que sairá amanhã do confronto histórico entre o Bayern e o Borussia de Dortmund.
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Os Truques da Bola

Já nem disfarçam a alegria quando souberam que o jogador ia ser titular. A primeira inclusão do ano (e já vamos em Abril) do jogador teve direito a honras de Estado por parte do Jornal A Bola. Da titularidade do português frente ao Hoffenheim não existiu nada para “vender” e tudo se consumou nisto. No quê? Sim, nas severas limitações deste jogador!

Bloco de Notas da História #6 – A despedida de Lukasz Podolski

Quando idealizei a criação desta rubrica, pretendia accionar e assinalar no presente a memória pessoal ou colectiva de acontecimentos históricos do mundo do desporto. Contudo, nada me impede de utilizar a rubrica para narrar a História presente do mundo do desporto. Ontem fez-se história no jogo amigável disputado em Dortmund entre a selecção alemã e a selecção inglesa. E que História! O icónico Lukasz Podolski despediu-se para sempre da Mannschaft num jogo marcado para homenagear o jogador, fazendo jus à sua maior qualidade enquanto futebolista: o poderoso e apurado pontapé canhão (de canhota) que o celebrizou e que o fez alinhar em três das maiores equipas mundiais.

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