Karol Bielecki: uma história de perseverança, determinação e amor ao andebol

A eleição do polaco para o melhor 7 da 2ª Jornada da Liga dos Campeões Europeus de Andebol, abre portas para poder contar uma boa história, uma daquelas histórias que só o desporto proporciona: a história de um consagrado jogador de andebol (o jogador polaco é indiscutivelmente um dos melhores e mais eficazes laterais esquerdos da sua geração) que continua a ter a mesma paixão pela modalidade mesmo depois da situação trágica que se abateu sobre a sua vida em Junho de 2010, momento no qual, a meio de um jogo amigável entre as selecções croata e polaca, o jogador polaco ficou cego do olho esquerdo em virtude de um viril choque contra um adversário no momento em que o jogador polaco tentava interceptar um passe adversário.  Continuar a ler “Karol Bielecki: uma história de perseverança, determinação e amor ao andebol”

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Paris Saint Germain: uma escola de artistas que vai bem para além do futebol

Das clássicas rosquetas dos pontas Uwe Gensheimer e “Lucky” Luc Abalo, de ângulo aberto ou de ângulo totalmente fechado (repare-se o ângulo de ataque que tem Abalo no momento do remate) passando pela eficácia do enorme monstro das balizas (que só não é na minha opinião o melhor guarda-redes da história do Andebol porque vi jogar no passado personagens de importância, eficácia e estilo transcendente como Mats Olsson, Andrey Lavrov e o alemão Henning Fritz) que é Thierry Omeyer, à magia que sai constantemente das mãos do lateral direito Nedim Remili: em Paris a magia ultrapassa por completo os relvados. E não se esgota em todos os actores citados. O carácter possante dos dinamarqueses Henrik Mollgard e Mikkel Hansen (laterais esquerdos) do pivot sueco Jesper Nielsen, e a magia e organização que os centrais Daniel Narcisse e Nikola Karabatic colocam no jogo dos parisienses, fazem desta a equipa mais completa e espectacular da história do andebol.

Os golos da jornada

Início a rodada de uploads com o golo somado pelo Alavés contra o Real Madrid para vos mostrar a simplicidade de processos da turma da casa na construção desta jogada e a atípica hesitação (patetice) de Raphael Varane no ataque a um lance aéreo.

O médio Burgui não só conseguiu na sua acção sair muito bem da pressão realizada por dois adversários, com a bola bem coladinha, em drible curtinho, ao pé direito (noutras ocasiões, pude reparar que o médio do Alavés é um jogador que não só consegue sair bem das situações de pressão como é um médio com uma técnica individual que lhe permite criar desequilíbrios em espaços muito reduzidos porque é um jogador que cola muito bem a bola ao pé e consegue mudar com rapidez a direcção do drible, dificultando a tarefa de quem o defende) como conseguiu rodar muito bem para se virar de frente para o jogo e para a oportunidade de progressão que lhe é aberta por Mounir El Haddadi na desmarcação para as costas de Sérgio Ramos. Com tempo e espaço para cruzar, o avançado colocou uma bola perfeita para a entrada em zona de finalização de Manu Garcia perante uma atitude atípica de Varane no ataque ao esférico.  Continuar a ler “Os golos da jornada”

Nadal e Federer no mesmo court? Foi possível!

Na Laver Cup, evento de exibição que juntou, na O2 Arena de Praga, em duas equipas (a da Europa e a do Resto do Mundo) alguns dos melhores tenistas mundiais. O evento, de carácter exibição, acabou por ser muito mais que isso. Pelo que pude espreitar no canal de Youtube criado pela organização, houve ténis de enorme qualidade em algumas das partidas disputadas.

1, 2,3 – O Cavalinho voltou a vencer outra vez!

Fazendo jus à letra da cantiga de intervenção uma vez escrita e interpretada pelo génio de João Mário Branco, o eslovaco bicampeão mundial Peter Sagan “veio de longe, de muito longe” para escrever, em Bergen, mais uma bonita página de história no seu percurso, no percurso da modalidade no seu país e nos próprios anais da história da modalidade, tornando-se em solo norueguês o primeiro ciclista de sempre a conquistar por 3 ocasiões consecutivas a camisola do arco-íris. O ciclista eslovaco gosta tanto da camisola que não a quer largar por nada. A correr em casa, frente ao seu público, Alexander Kristoff tentou, até à última pedalada, conquistar o direito de usar a camisola que Sagan transporta no corpo desde Setembro de 2015, altura em que conquistou pela primeira vez a prova nos mundiais de Edmonton. Por uma roda se ganha, por uma roda se perde. O ciclismo é cheia de injustas fatalidades. O norueguês teve que se contentar com a prata (a 2ª do seu país; Thor Hushovd continua a ser o único corredor norueguês a ostentar a conquista de uma medalha de ouro) de uma corrida que foi bastante animadas nas voltas finais ao circuito fechado onde se desenrolaram 4\5 do percurso desenhado pela organização presidida precisamente por Hushovd. Continuar a ler “1, 2,3 – O Cavalinho voltou a vencer outra vez!”

Cavalinho, Cavalinho! Grande cavalinho!

É o maior! Peter Sagan acaba de fazer história na prova de estrada dos Campeonatos do Mundo de ciclismo, tornando-se o primeiro ciclista a conquistar o título mundial em 3 anos consecutivos!

Bloco de Notas da História #32 – Poderemos repetir este momento amanhã, Rui?

Firenze, 29 de Setembro de 2017. Dia de eleições autárquicas em Portugal Fazendo jus a um ditado tão lusitano, nessa manhã\tarde, choveu literalmente o que “Deus tinha para dar” aos mais de 200 ciclistas que iniciaram, em Lucca, no coração da belíssima região Toscânia, região que recebe uma das mais vibrantes clássicas do calendário velocipédico internacional, a Strade Bianche, a 80ª edição da prova de estrada dos Campeonatos do Mundo de ciclismo.

À partida, a selecção da casa, o fortíssimo esquadrão de ataque comandado por Vincenzo Nibali (esta equipa continha entre outros o falecido Michele Scarponi e Filippo Pozzatto), constituía-se como a mais bem apetrechada e preparada formação para atacar a vitória na prova, tirada que era, à semelhança do que vai acontecer amanhã em Bergen, dividida entre um sector inicial corrido em linha e um circuito fechado final corrido nos arredores da capital daquela região. Outras selecções com pretensões, mais concretamente a Bélgica de Phillippe Gilbert (corredor que na altura estava a passar pelo maior período de ocaso da sua carreira) e Greg Van Avermaet, a Espanha de Alejandro Valverde e Purito Rodriguez, a Eslováquia de Peter Sagan, a Suíça de Fabian Cancellara, a Colômbia de Sérgio Henao e Rigoberto Uran, e a Grã-Bretanha de Christopher Froome (o ciclista britânico viria a desistir ainda antes da entrada no circuito final em virtude de uma estrondosa queda) tentariam contrariar ao máximo o favoritismo evidente da formação da casa.

A prova que se seguiu nas estradas da Toscânia foi, do princípio ao fim, um enorme e pujante vendaval de emoções para nós, portugueses, em virtude do memorável desempenho que estava a ser realizado por Rui Costa no decurso da etapa. A poucos quilómetros da meta, foram vários os sentimentos que me assaltaram a mente. Estávamos tão próximos de conquistar o mundial ou de conquistar, no pior dos cenários, uma medalha inédita. Rui Costa haveria de conquistar em cima da linha de chegada um feito histórico, feito que muitos trataram de vender, nos dias seguintes, como um resultado irrevogavelmente irrepetível nos “próximos 50 anos” (o fait divers político realizado por Paulo Portas nesse verão colocara a palavra na ponta da língua do povo). 4 anos depois (a vida dá efectivamente muitas voltas) poderemos voltar a repetir este feito, Rui?

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