Os golos do dia

Como já tive oportunidade de dizer, tenho apreciado a construção de equipa que Sérgio Conceição tem realizado nas primeiras semanas da nova temporada. Este Porto aparece em Agosto com mais sumo de futebol do que aquele que alguma vez teve com Nuno Espírito Santo. Os princípios de jogo pelos quais a equipa está a reger o seu plano ofensivo são bem elaborados (muitas entradas dos dois médios centros no bloco adversário em ataque organizado, em especial, nos momentos em que Brahimi é chamado a construir; entrada dos extremos no jogo interior; Aboubakar sempre disponível para se mover no sentido de participar na construção das jogadas; laterais sempre bem projectados, boa interligação entre Óliver e Alex Telles; se os extremos assumem um posicionamento mais interior, a entrada dos laterais cria momentos de sobreposição se estes não forem devidamente acompanhados pelos extremos\médios ala adversários; a equipa ganhou outra profundidade com a entrada de Marega) e no capítulo defensivo, existe uma especial preocupação para sair imediatamente na pressão quando a equipa perde (ou simplesmente não tem) a posse de bola para anular as investidas adversárias e voltar à carga. Continuar a ler “Os golos do dia”

Pedro Santos

Há anos que venho a dizer que Pedro Santos merecia uma oportunidade num dos grandes. À semelhança do que aconteceu na última década, com outros jogadores que realizaram extraordinárias temporadas em Braga como Márcio Mossoró, Elderson, Leandro Salino, Zé Luís, Baiano, Ismaily, Felipe Pardo, Wallace, ou Luiz Carlos, o extremo foi obrigado a esticar a sua permanência em Braga à espera daquela (tão desejada) oportunidade que nunca chegou. Quando a idade começa a pesar, a necessidade de realizar o “contrato de uma vida” e de se ganhar o que nunca se ganhou, é ampliada para uma nova dimensão: o primeiro que acenar com o cheque, é o primeiro que leva o jogador.

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O primeiro de muitos, esperemos

Portugal descobriu o futebol feminino há cerca de um ano. Até eu, fui apanhado na rede daqueles que não seguiam com o mínimo de atenção o percurso de evolução da modalidade em Portugal e até no mundo.

Até à entrada do meu clube, o grande Sporting Clube de Portugal (creio que esta revelação in loco já não é uma novidade para ninguém que segue atentamente este blog!) no principal escalão do futebol feminino português, de futebol feminino conhecia pouco ou até mesmo muito pouco. O pouco conhecimento que detinha resumia-se a uma passagem de olhos pelos resultados das selecções nos torneios internacionais ou nos jogos de qualificação para as grandes competições internacionais (jogos em que selecções como a Escócia, a Inglaterra ou a Espanha goleavam as nossas jogadores sem piedade),  uma passagem de olhos pelos resultados e pelas raras notícias que eram fabricadas pelos correspondentes das várias equipas existentes no distrito de Aveiro e uma ou outra notícia sobre a transferência de uma jogadora da região para o estrangeiro. Os feitos de Diana Silva quando jogou no Clube de Albergaria eram portanto “feitos” meramente de jornal. A modalidade não me suscitava interesse, se bem que por vezes, o meu habitual zapping apanhava a transmissão de um ou outro jogo da Liga dos Campeões Feminina na Eurosport. Continuar a ler “O primeiro de muitos, esperemos”

Um título inteiramente justo

Alex Merlim. Sempre Alex Merlim. Sempre que a equipa precisou de um desequilibrador, o italo-brasileiro esteve sempre lá!

14º título. O Sporting conquistou hoje pela 14ª vez o Campeonato Nacional de Futsal. A vitória no 4º jogo em Braga colocou justiça à melhor temporada da história da modalidade em Alvalade. Os comandados de Nuno Dias conquistaram apenas 2 dos 5 títulos que poderiam ter sido conquistados na presente temporada, mas para trás, deixaram um inigualável rasto de bom futsal. Se fizermos apenas uma excepção ao jogo da final da Uefa Futsal Cup (de longe o pior jogo do Sporting na presente temporada) fico com a sensação que a equipa tinha todas as condições para conquistar todos os títulos internos.

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A passo e meio do título

A um passo e meio do título. Porquê “a um passo e meio” quando só falta de facto dar um passo em frente na terça-feira?

Em primeiro lugar porque este Sporting de Braga tem uma excelente equipa e é uma equipa muito forte no seu reduto, como de resto pudemos ver no jogo 2.
Em segundo lugar, porque a equipa do Sporting de Braga é uma equipa, (como pudemos ver hoje nos 2 lances que Marinho desperdiçou a boca da baliza quando os comandados de Paulo Tavares já jogavam no 5 para 4) que tem capacidade (e espírito de combate) para recuperar de resultados desnivelados em duas ou três jogadas. No jogo desta noite, se Marinho consegue finalizar aquelas duas preciosas bolas que dispôs junto à baliza leonina, a vantagem de 4 que os leões demoraram 20 minutos e 10 segundos a construir, poderia ter sido amenizada para metade em apenas 30 segundos.
Em terceiro e último lugar, porque esta equipa do Sporting parece ser, em determinados momentos do jogo, uma equipa que sofre uma espécie de “apagões temporários” . No jogo 2 também o pudemos comprovar em duas situações: no início da partida quando entrou a dormir (0-2) e nos minutos finais, altura em que Marcão e companhia entregaram o ouro ao bandido literalmente por tuta e meia. Continuar a ler “A passo e meio do título”

Análise – Final da Taça de Portugal feminina – Sporting 2-1 Sporting de Braga

A dobradinha! No Estádio Nacional do Jamor, a equipa feminina de futebol do Sporting culminou o ano de relançamento da modalidade no clube de Alvalade com chave de ouro, batendo novamente a formação do Sporting de Braga por 2-1, num jogo que a meu ver foi mais um fantástico momento de divulgação da modalidade em Portugal. A FPF ganhou claramente a aposta que tem vindo a realizar desde o verão passado. A inclusão de alguns dos maiores emblemas do sector masculino no Campeonato Nacional feminino, a transmissão de alguns jogos e a transmissão em sinal aberto da final da Taça foram esforços\apostas ganhas que rapidamente se poderão traduzir num aumento significativo de visibilidade que se poderá reproduzir no aumento do número de atletas federadas nos vários escalões, ganhando para o efeito o futebol feminino e o desporto português! Para além de todos esses factores, o público presente no Jamor voltou a quebrar o recorde de assistências a um jogo de futebol feminino em Portugal.

Antes de passar a uma crónica do jogo e ao indispensável elogio às jogadoras e treinadores da formação vencedora do encontro, quero também manifestar uma palavra de ânimo à equipa que foi derrotada no Jamor. A formação do Sporting de Braga foi uma digna (muito digna) derrotada quer no Campeonato Nacional quer na Taça. O emblema bracarense, clube que também apostou do zero na modalidade no início da temporada, demonstrou ao longo da época que agora termina, a construção de um projecto muito sólido e muito bem estruturado que poderá dar os seus frutos doravante. Com um projecto alicerçado num treinador muito competente e numa equipa recheada de enormes talentos individuais, com uma fantástica identidade de jogo, posso dizer que a conquista de campeonato e taça também assentava que nem uma luva ao esforço abnegado que as bracarenses deixaram dentro de campo. A equipa feminina do Sporting Clube de Braga terá que continuar a trabalhar para poder atingir os seus objectivos. Estou certo que mais dia menos dia, Braga poderá finalmente festejar um título no futebol feminino porque a sua equipa tem efectivamente muita qualidade.

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Breve nota sobre a vitória do Braga AAUM frente ao Benfica

créditos do vídeo: Zona Técnica 

6 belas acções técnicas na vitória (através da marca de penalidades) para a formação bracarense, equipa que tem vindo a merecer desde há alguns anos a esta parte a presença na final do Campeonato Nacional de Futsal.