Ainda os aspectos positivos e os aspectos negativos da exibição do Sporting frente ao Mónaco

Na sequência deste post. 

No post de ontem realcei como aspecto positivo “a assertividade dos centrais do Sporting na abordagem a Kylian Mbappé”, sem descurar porém, neste âmbito, um aspecto que considerei negativo:

“Falha no controlo da profundidade. A falta de intensidade no momento de pressão também permitiu aos monegascos colocar uma série de bolas para as entradas de Mbappé nas costas dos centrais leoninos. O timing de passe para as entradas do avançado era oportuno bem como o seu tempo de entrada para escapar à armadilha do fora-de-jogo que Mathieu tentou colocar em diversos lances. No entanto, realço novamente a rapidez com que os centrais do Sporting chegaram ao avançado, anulando-se em 3\4 lances a possibilidade de ficar isolado na cara de Rui Patrício.” 

O vídeo acima postado permite-nos uma análise mais detalhada desses momentos.  Continuar a ler “Ainda os aspectos positivos e os aspectos negativos da exibição do Sporting frente ao Mónaco”

Sporting 2-1 Mónaco: os aspectos positivos e os aspectos negativos da exibição dos leões no seu jogo de apresentação

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O golo do dia

Há sensivelmente 7 meses atrás, André Balada era um jogador descrente nas suas próprias capacidades, utilizado de forma errada por Jorge Jesus (considero que Jorge Jesus o utilizou na posição errada, a segundo avançado, com funções que não me pareciam ser, na altura, as mais adequadas para as características do avançado; Jesus utilizou o brasileiro como um avançado mais vocacionado para se movimentar fora-da-área,  pulando entre o jogo interior à entrada da área e o jogo exterior nos flancos, de forma a ser um jogador “facilitador” ou seja, um jogador que cria espaço com as suas movimentações; ora para facilitar a consecução de uma tabela à entrada da área, ora para criar superioridade numérica nas acções desenvolvidas pelos corredores; um avançado a jogar essencialmente de costas para a baliza\muito longe da baliza; pedia-se também ao brasileiro que pudesse ser uma espécie de Jonas; a vir buscar o jogo atrás ou a aparecer à entrada da área para tabelar no jogo interior, arrastando um dos centrais consigo para promover a entrada de outro jogador em zona de finalização) a acusar um enorme cansaço (quando chegou a Alvalade, o avançado já trazia muitos jogos nas pernas), perdulário (os escabrosos falhanços de baliza aberta no final do jogo da Taça da Liga em Setúbal descredibilizaram-no por completo e abriram-lhe em definitivo as portas da saída) pouco competitivo e incapaz de perceber as ideias (funções) que o treinador leonino lhe pedia para executar em campo.  Continuar a ler “O golo do dia”

Jorge Jesus: as deficiências nas laterais, as deficiências na pressão a meio-campo: uma breve contextualização e crítica sobre o mau comportamento do Sporting na transição defensiva

Um dos grandes (senão o maior) problema de Jorge Jesus na temporada passada foram as laterais. Uma quota parte generosa das derrotas\empates sofridos\concedidos (assim de cabeça; Vila do Conde, Porto, Guimarães casa e fora, Chaves, Tondela) na temporada passada residiu nas laterais e nos laterais, isto é, na incapacidade demonstrada pelos laterais no cumprimento na estratégia táctica do treinador e, obviamente, nas suas imensas (e crassas limitações).

O técnico do Sporting é um treinador que gosta de jogar num sistema de defesa subida em virtude da pressão alta que pretende ver a equipa executar (com precisão posicional de todas as unidades e eficácia no capítulo da recuperação) no terreno de jogo. No esquema táctico de Jorge Jesus, os laterais devem ser capazes de fazer o flanco todo com bastante rapidez. Como Jesus gosta de ter, preferencialmente, os seus laterais em terrenos adiantados do terreno, de modo a serem acutilantes no desenrolar dos processos ofensivos sobejamente conhecidos de todos desde os tempos em que este orientava o Sporting de Braga (preferencialmente as triangulações entre lateral, ala e o jogador que alinha como segundo avançado; processo de jogo desequilibrador que permite a um desses jogadores não ter oposição no cruzamento ou entrar dentro da área do adversário; pelo exterior ou pelo interior, beneficiando no caso do jogo interior, do espaço aberto que é deixado pelos laterais e centrais adversários) no processo de transição defensiva também se pede aos laterais que sejam rápidos a recuperar a sua posição no quarteto defensivo. Principalmente nos momentos de perda de bola. Schelotto e Marvin Zeegelaar, partilhavam, entre outros défices de cariz táctico e técnico, esse enorme défice.

A defesa subida também obriga por outro lado à pressão imediata por parte do jogador que estiver mais próximo do jogador que recuperou a bola e da dupla de médios para evitar que a equipa adversária possa pensar e executar rapidamente o seu mecanismo de transição para o contra-ataque. Esse mecanismo de pressão imediata sobre o portador serve para recuperar rapidamente a posse de bola ou para evitar que a equipa adversária possa explorar rapidamente a profundidade. Se os laterais não forem rápidos a reposicionar-se (vulgo, descer no terreno) uma pressão eficaz por parte dos médios, por exemplo, evitará que o portador da bola (habitualmente o médio construtor adversário) explore o jogo em profundidade para as flechas que habitualmente todas as equipas pequenas possuem nas alas. Pensem no que aconteceu em Vila do Conde quando o Rio Ave viu na ala direita um Gil Dias a sair que nem uma fleche face ao manso Bruno César ou a barbaridade de jogo que Perdigão e Fábio Martins fizeram contra o Sporting em Chaves. A pressão, por outro lado, também corta ao armador a possibilidade de pensar e executar rapidamente um passe em profundidade para as costas da defensiva, de forma a que a defesa seja rápida a criar a armadilha do fora-de-jogo. Continuar a ler “Jorge Jesus: as deficiências nas laterais, as deficiências na pressão a meio-campo: uma breve contextualização e crítica sobre o mau comportamento do Sporting na transição defensiva”

Bloco de Notas da História #26 – A mítica vitória de Joaquim Agostinho no Alpe D´Huez

“Às vezes, ao domingo, dizia na brincadeira para nós que era ‘fiesta’ (feriado), para irmos com mais calma. Tenho muitas boas recordações. Era um sujeito muito simpático, um grande atleta. Depende de que equipa viesse a fazer parte e do momento dos outros corredores. Acho que eu era melhor trepador e ele era impressionante em etapas de ‘sobe-e-desce’, mas, depois, claro que teria sido possível ele ganhar o Tour, por que não?” Continuar a ler “Bloco de Notas da História #26 – A mítica vitória de Joaquim Agostinho no Alpe D´Huez”

Compreendo e apoio-te Xico

O recado não podia ser bem mais claro assim como o destinatário da mensagem. O não-convencional método de protesto utilizado por Francisco Geraldes não foi o melhor porque, como o jogador deverá compreender, no actual estado sensacionalista em que se encontra enfermo o jornalismo português, a acção praticada é a ponta que os jornalistas mais procuram para construir a narrativa que lhes seja mais conveniente para provocar instabilidade no clube e no grupo. Como pessoa inteligente que é (não tenho quaisquer dúvidas), o Francisco Geraldes sabe que deve guardar as críticas para o lugar certo, de modo a assegurar a indispensável estabilidade que todo o grupo precisa para trabalhar nesta fase.

Por outro lado, a crítica em si que foi realizada está acrescida de total razão. Jorge Jesus não pode pura e simplesmente ter o comportamento de exclusão que está a tomar para com o jogador desde que chegou a Alvalade. Numa fase da pré-temporada em que Jesus deverá ser o mais experimental que puder para poder compreender as mais-valias que determinados jogadores trazem ao grupo bem como as suas limitações (para as poder calmamente trabalhar no decurso da temporada), o treinador do Sporting não pode adoptar os comportamentos que ainda ontem adoptou quando tirou o jogador a poucos minutos do fim de um jogo em que este apenas entrou na 2ª parte.  Continuar a ler “Compreendo e apoio-te Xico”

Algumas notas soltas sobre o teste do Sporting

  • As deficiências na fase de transição\primeira fase de construção. Bruno Fernandes esconde-se do jogo em ataque posicional (não é um construtor capaz de assentar o jogo: o jogo ficou bastante partido a partir dos 20 minutos), aparecendo porém melhor que Alan Ruiz nos momentos de transição para o contragolpe. Ao contrário do argentino (lento, lentinho, rendilhado; acaba quase sempre por perder a bola em zona proibida e dar azo a perigosos contragolpes adversários, expondo essencialmente o quarteto defensivo; nos últimos 15 minutos da primeira parte vimos o quarteto a ser exposto em duas perdas de bola do argentino),o português procura dar velocidade e verticalidade na condução e procura sempre executar o passe de ruptura para as costas da defesa.
  • Como tal, parece-me evidente que Alan Ruiz não tem espaço neste plantel.
  • As fugas de Bruno Fernandes para as alas. Movimentos em diagonal sempre que pode. Tornar o jogador um 8  será uma missão bastante árdua e longa para Jorge Jesus.
  • A verticalidade de Iuri Medeiros. Só tem olhos para a frente. Precisa de melhorar defensivamente. Deixa o lateral exposto a situações de superioridade numérica.
  • O habitual sistema de pressão alta funcionará quando estes jogadores tiverem pernas para tal. Quando isso se suceder, o Sporting não deixará nenhum adversário jogar na primeira meia-hora.
  • Algum trabalho desenvolvido nos lances de bola parada. O lance do golo é exemplo desse mesmo trabalho que tem vindo a ser realizado.
  • Petrovic – Sólido e sóbrio à frente dos centrais.