Os golos do dia

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Hoje começo com as imagens de um golo (o primeiro do Sevilla ao Liverpool no jogo da passada quarta-feira) que apesar de ter surgido de um interessante e encadeado momento de construção dos andaluzes no último terço adversário, é acima de tudo uma lição de como “não defender numa competição de exigência máxima como a Champions” Continuar a ler “Os golos do dia”

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Vários problemas bicudos para Pedro Martins

pedro martins

A contas com lesões, problemas físicos e com a adaptação ao modelo de jogo e aos princípios e ideias que o compõem de um conjunto de jogadores que chegaram ao clube na recta final da janela de transferências, Pedro Martins vai ter muito trabalho pela frente nas próximas semanas para por o Vitória a jogar um futebol minimamente alinhado relativamente aos objectivos para os quais o clube historicamente luta e às altíssimas exigências que são demandadas pelos exigentes adeptos do Vitórias. Todas as pessoas que puderam ver a franciscana exibição dos vitorianos frente aos austríacos Salzburgo puderam identificar as imensas lacunas da formação vitoriana. Arrisco-me a dizer que equipa da cidade berço é uma equipa que não possui neste momento ponta que se lhe pegue.

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Primeiros 45 minutos no D. Afonso Henriques: muito nervosismo, pouca mobilidade e pouca inteligência na primeira fase de construção

Frente a uma equipa muito chatinha, o Salzburgo, formação cujo treinador Marco Rose parece ter estudado muito bem os problemas que a equipa de Pedro Martins tem apresentado neste início de temporada (muitas dificuldades na primeira fase de construção; imensa exposição dos laterais nas situações de transição defensiva visto que os extremos nem sempre baixam atempadamente para impedir situações de inferioridade numérica) a equipa vitoriana tem tido muita dificuldade para contrariar essa pressão alta de forma a entrar no meio-campo adversário.

As dificuldades do Vitória nesse aspecto em particular devem-se:

  • À ausência da sua principal referência na construção Rafael Miranda.
  • À atitude estática do sector ofensivo, em especial de Hurtado e de Teixeira, não oferecendo linhas de passe seguras sempre que que os seus defesas ou médios recuperam a posse no interior do seu meio-campo. Enquanto o peruano se esconde imenso atrás da linha média adversária à espera de receber o jogo, o ponta-de-lança uruguaio raramente desce para vir oferecer uma linha de passe que lhe possibilite a reciclagem da bola para as alas, processo que poderá virar a equipa de frente para o jogo.
  • Constantes trocas posicionais dos extremos promovidas pelo treinador, não dando a previsibilidade necessária aos laterais e aos médios no acto do lançamento do ataque. As trocas posicionais devem vir sempre acompanhadas de rotinas nos processos de circulação, aspecto que ainda não está de todo bem operacionalizado pelo treinador vitoriano.
  • A falta de qualidade de Celis no passe curto, estranha deficiência que contrasta com a eficácia do colombiano sempre que tenta variar o centro de jogo através do recurso ao passe longo.
  • O nervosismo dos laterais, jogadores que não são capazes de levantar a cabeça para ver as opções que estão disponíveis quando são obrigados a sair a jogar pelos corredores. Ao longo dos primeiros 45 minutos, dos laterais do Vitória temos visto muitos lançamentos longos para a frente “para ver no que é que dá”, sem qualquer critério.
  • À incapacidade para arriscar, queimando linhas através da condução. Quando Celis o fez, a equipa conseguiu suplantar a intensa pressão adversária e progredir no terreno.

O golo de Pedrão (excelente movimento de antecipação realizado sobre o seu opositor no ataque à bola) deveria ter dado mais confiança à equipa do que aquilo que realmente deu. Para ultrapassar a intensa pressão que está a ser realizada pelo adversário no seu meio-campo a equipa precisa claramente de uma maior dose de dinâmica na procura pela bola por parte de todo o seu sector ofensivo. Quando o conseguir fazer, poderá colocar Hurtado de frente para o jogo, com um enorme espaço entre a linha média dos austríacos e a linha defensiva visto que os austríacos dão um espaço de sensivelmente 30 metros entre estas duas linhas.

O golo Morosyuk e a morte das aspirações do Marítimo na Liga Europa

135 minutos de pura organização defensiva projectada (e muito bem trabalhada) por Daniel Ramos para as duas partidas, foram ultrapassados, com a maior das facilidades, à custa dos dois erros cometidos por Zainadine e Charles nos 2 golos da formação ucraniana. Eu gostei da exibição dos madeirenses na primeira meia-hora. Contra uma equipa que tem um potencial muito superior, a equipa maritimista mostrou muita solidariedade defensiva e rigor posicional na defesa mista executada (bons acompanhamentos sempre que os médios Buyalsky e Garmash procuravam tabelar com o objectivo de poderem penetrar até à área madeirense; bom acompanhamento das movimentações interiores de Yarmolenko) no seu bloco recuado.

Difícil seria não cometer um erro que franqueasse as portas da baliza ao adversário. Ao moçambicano Zainadine, jogador que estava a fazer uma extraordinária exibição até ao primeiro golo, calhou a fava de colocar a bola a jeito em Denis Garmash. No lance do 2º golo, Charles é muito mal batido. A colocação do brasileiro na baliza e os passos dados na abordagem ao remate levam-me a crer que Charles estaria decerto à espera de um remate em arco para o ângulo inferior direito.

Análise – Final da Liga Europa – Manchester United 2-0 Ajax – A vitória do pragmatismo

A vitória do Manchester United de José Mourinho na Liga Europa não foi a vitória do cinismo. A vitória do Manchester United de José Mourinho na Liga Europa também não foi a vitória da equipa mais forte. A vitória dos Red Devils na Liga Europa não foi a vitória da estética, nem a vitória da garra. A vitória dos comandados de José Mourinho na Liga Europa foi a vitória (sofrível) do pragmatismo. Do mesmo pragmatismo que rendeu triunfos em Londres e em Milão. O United cumpriu a sua missão como o plantel mais dotado desta fase final da Liga Europa. Mais mal do que bem. Mal era se não cumprisse face aos adversários que defrontou. Mais sofrível do que confortável. Contra adversários de segunda e terceira linha do futebol europeu à excepção do Ajax. À rasca. À rasquinha, se tomarmos em conta os acontecimentos dos minutos finais do jogo de Old Trafford frente ao Rostov e os minutos finais do jogo da 2ª mão das meias-finais frente ao Celta. O treinador português está obviamente de parabéns: a sua equipa fez finalmente um bom jogo na Liga Europa. Mais no capítulo defensivo do que no capítulo ofensivo. Mourinho estudou bem o adversário e anulou-o por completo, evidenciando as suas lacunas.

Contudo, este título não disfarça o facto da época ter sido um completo fracasso. O United avançou muito pouco com o português em relação a Van Gaal. O técnico português demorou muito tempo a implementar a identidade que pretendia, deixando a equipa a navegar num limbo de ideias. A identidade da equipa não foi totalmente construída ao fim de uma temporada, obrigando decerto o português a ter que reformular tudo no próximo verão. O United revela-se como uma equipa que procura as mesmas soluções (bloco baixo, saída no contra-ataque com poucas unidades envolvidas nas acções\jogo directo em desespero para as torres que possui na frente) à falta de gente capaz. A equipa não engatou nas transições para o ataque. A equipa tem défices enormes de criatividade. Ao longo da temporada, o principal reforço, foi sempre questionável porque evidenciou sempre “pouca fome” e muita lentidão de processos. O sector defensivo é altamente questionável ao nível de valor. Há muita “madeira podre” (termo britânico: “dead wood”) no plantel que tem que ser despachada.
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O golo do dia – Rashford deu cor a um jogo cinzento

De Marcus Rashford, numa meia-final cinzentona de Liga Europa que valeu pela sua exibição e pelas exibições do guardião do Celta Sérgio Alvares (5 grandes defesas) e pela exibição de Pione Sisto (o mais sereno e inconformado dos “jogadores galegos”) apesar do extremo dinamarquês de origem sul-sudanesa ter sido obrigado a vir buscar o jogo ao meio-campo (perante a sempre apertada marcação de António Valência) durante grande parte da partida, e de ter acabado o jogo no corredor central a organizar o jogo da equipa por pura incapacidade demonstrada essencialmente por Pablo Hernandez em construir e interligar jogo entre sectores. Continuar a ler “O golo do dia – Rashford deu cor a um jogo cinzento”