Talento ou fogo de vista?

Não tenho palavras. É uma dádiva. Há muito que não via nada assim…” – Guardiola sobre Phil Foden, o miúdo de 17 anos que deslumbrou no amigável realizado contra o Manchester United.

Já vimos e até o próprio Guardiola já viu este filme vezes sem conta. Não quero de todo ir novamente contra as suas declarações, porque obviamente não sou nada nem ninguém no mundo do futebol para criticar os ímpetos de paixão de um treinador consagrado sobre um jogador cuja informação disponível é neste momento diminuta. O técnico espanhol trabalha diariamente com o jogador. Reconheçamos portanto ao treinador esse conhecimento de causa que não possuímos. Continuar a ler “Talento ou fogo de vista?”

Por falar em grandes laterais direitos

Na sequência do post anterior sobre Nélson Semedo. Pep Guardiola também foi buscar uma das melhores opções “oferecidas pelo mercado”, se considerarmos que o Arsenal não está disposto a vender Hector Bellerin. Kyle Walker, o verdadeiro Kubota dos laterais direitos, jogará em Manchester nos próximos anos. O City contratou um extraordinário lateral direito de altíssima rotação e altíssima influência no futebol de qualquer equipa.

Momentos da jornada de qualificação europeia para o Mundial

 

O mágico Stevan Jovetic. A carreira do internacional montengrino atingiu nos últimos anos um terrível ocaso. Pode-se até mesmo dizer que a transferência realizada em 2013 da Fiorentina para o Manchester City teve o efeito inverso (e por conseguinte perverso) em relação às expectativas que todos os verdadeiros connaisseurs desta arte depositavam no jovem montenegrino: ao invés de se tornar um jogador mais regular, característica (regularidade) que lhe permitiria finalmente ascender à elite do futebol mundial, estatuto que seria mais coadunante com o ´brilhantismo técnico apresentado pelo jogador nos anos em que representou a Fiorentina, o jogador esteve adormecido durante algum tempo, acordando na parte final do empréstimo ao Sevilla, clube que não irá accionar a sua opção de compra junto do Inter no final deste mês. Continuar a ler “Momentos da jornada de qualificação europeia para o Mundial”

O miúdo que tinha que nascer 9 vezes para Jesus lhe dar uma oportunidade na equipa principal do Benfica

… acaba de render 60 milhões aos cofres do Mónaco. Não há como não adorar o seu adocicado pé esquerdo, a vertigem que coloca no jogo com as suas acelerações no drible, a inteligência com que pensa todas as suas acções e a sua capacidade de finalização. Continuar a ler “O miúdo que tinha que nascer 9 vezes para Jesus lhe dar uma oportunidade na equipa principal do Benfica”

O futebol dos processos simples

Somado há menos de 10 minutos na asfixiante vitória (3-0, à hora em que escrevo este post) do City frente ao West Bromwich Albion. Minimalismo de processos no seu estado puro, rompendo por completo um bloco baixo em poucos toques.

Aguero esconde-se atrás do seu marcador directo (o central Craig Dawson), dá uns passos atrás para oferecer o “apoio frontal entre linhas” a Yayá Touré (arrastando também o outro central, Johnny Evans) e com o passe acaba por tirar da jogada o “testa de área” Claudio Yacob, abrindo a passadeira que permitiu a penetração para a área de Yayá Touré.

Voltas Trocadas

Com a sanção hoje aplicada ao Manchester City por parte da direcção da Premier League, de nada valeu a William Carvalho ter trocado recentemente de empresário, passando precisamente para a carteira de Pere Guardiola, o irmão de Pep. Não querendo ser sarcástico, William arrisca-se a ser “o Adrien” que está a ser o “novo Beto” (não confundir “o sempre reforço dos merengues para a próxima temporada Roberto Severo com Beto Pimparel) Patrício. Prometem que saem e depois não saem. Uma espécie de finge que chuta mas não chuta. Nada contra. Assinava imediatamente se para as mãos me dessem já um contrato cuja única cláusula previsse a permanência ad-eternum do trio campeão europeu em Alvalade.

Análise: Manchester City 0-0 Manchester United

Ao 3º encontro, o empate! Mourinho jogou para o empate e a equipa deu-lhe o empate. Depois de 2 jogos em que cada um dos treinadores pode sorrir, ao 3º, veio um empate que deixa tudo na mesma no que respeita à luta directa pelos lugares de qualificação directa e indirecta para a Champions League. O empate foi o resultado que mais castigou a única equipa que quis vencer a partida, o Manchester City de Pep Guardiola.

Com baixas de vulto registadas em ambas as equipas (Zlatan, Rojo e Pogba no lado do United; John Stones, David Silva e Nolito na equipa de Guardiola) ambas as equipas apresentaram-se com os melhores onzes disponíveis para atacar ester derby. Para colmatar a ausência do avançado sueco, José Mourinho decidiu fazer ascender ao onze titular para a esquerda do ataque Anthony Martial, movendo Marcus Rashford para a frente de ataque. Foram precisamente estas as duas unidades que conseguiram trabalhar os raros lances que a equipa dispôs no último terço do City. Com um começo de jogo muito agitado, tanto Martial como Rashford deram muita água pela barba aos seus marcadores directos (Pablo Zabaleta e Nicolás Otamendi) nos lances em que conseguiram isoladamente (muito isoladamente em contra-ataque) criar desequilíbrios através do seu fortíssimo drible e da sua velocidade. Em alguns dos lances, os dois homens mais adiantados do United obrigaram os seus marcadores directos a ter que cometer algumas faltas para os travar bem como Vincent Kompany a ter que fazer dobras aos seus companheiros para travar as suas incursões. Fora isso, o United criou apenas 2 ocasiões de perigo no jogo, uma delas flagrante quando Ander Herrera não conseguiu bater Cláudio Bravo com um cabeceamento ao 2º poste no final da primeira parte. Estas linhas resumem o parco comportamento ofensivo do United em toda a partida, numa partida em que os médios e avançados serviram essencialmente para defender e “perder bolas atrás de bolas na transição”.

Continuar a ler “Análise: Manchester City 0-0 Manchester United”