Sporting 2-1 Mónaco: os aspectos positivos e os aspectos negativos da exibição dos leões no seu jogo de apresentação

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Compreendo e apoio-te Xico

O recado não podia ser bem mais claro assim como o destinatário da mensagem. O não-convencional método de protesto utilizado por Francisco Geraldes não foi o melhor porque, como o jogador deverá compreender, no actual estado sensacionalista em que se encontra enfermo o jornalismo português, a acção praticada é a ponta que os jornalistas mais procuram para construir a narrativa que lhes seja mais conveniente para provocar instabilidade no clube e no grupo. Como pessoa inteligente que é (não tenho quaisquer dúvidas), o Francisco Geraldes sabe que deve guardar as críticas para o lugar certo, de modo a assegurar a indispensável estabilidade que todo o grupo precisa para trabalhar nesta fase.

Por outro lado, a crítica em si que foi realizada está acrescida de total razão. Jorge Jesus não pode pura e simplesmente ter o comportamento de exclusão que está a tomar para com o jogador desde que chegou a Alvalade. Numa fase da pré-temporada em que Jesus deverá ser o mais experimental que puder para poder compreender as mais-valias que determinados jogadores trazem ao grupo bem como as suas limitações (para as poder calmamente trabalhar no decurso da temporada), o treinador do Sporting não pode adoptar os comportamentos que ainda ontem adoptou quando tirou o jogador a poucos minutos do fim de um jogo em que este apenas entrou na 2ª parte.  Continuar a ler “Compreendo e apoio-te Xico”

Algumas notas soltas sobre o teste do Sporting

  • As deficiências na fase de transição\primeira fase de construção. Bruno Fernandes esconde-se do jogo em ataque posicional (não é um construtor capaz de assentar o jogo: o jogo ficou bastante partido a partir dos 20 minutos), aparecendo porém melhor que Alan Ruiz nos momentos de transição para o contragolpe. Ao contrário do argentino (lento, lentinho, rendilhado; acaba quase sempre por perder a bola em zona proibida e dar azo a perigosos contragolpes adversários, expondo essencialmente o quarteto defensivo; nos últimos 15 minutos da primeira parte vimos o quarteto a ser exposto em duas perdas de bola do argentino),o português procura dar velocidade e verticalidade na condução e procura sempre executar o passe de ruptura para as costas da defesa.
  • Como tal, parece-me evidente que Alan Ruiz não tem espaço neste plantel.
  • As fugas de Bruno Fernandes para as alas. Movimentos em diagonal sempre que pode. Tornar o jogador um 8  será uma missão bastante árdua e longa para Jorge Jesus.
  • A verticalidade de Iuri Medeiros. Só tem olhos para a frente. Precisa de melhorar defensivamente. Deixa o lateral exposto a situações de superioridade numérica.
  • O habitual sistema de pressão alta funcionará quando estes jogadores tiverem pernas para tal. Quando isso se suceder, o Sporting não deixará nenhum adversário jogar na primeira meia-hora.
  • Algum trabalho desenvolvido nos lances de bola parada. O lance do golo é exemplo desse mesmo trabalho que tem vindo a ser realizado.
  • Petrovic – Sólido e sóbrio à frente dos centrais.

O que esperar de Bruno Fernandes?

Ao longo dia várias foram as calinadas que pude (a grosso, à vista desarmada, e sem qualquer pudor por parte dos “escritores”, revelando um profundo desconhecimento sobre a carreira do jogador), ler por aí em relação às posições que Bruno Fernandes pode realizar no terreno de jogo. Ao contrário do que muitos pensam, Bruno Fernandes não se irá constituir em Alvalade como alternativa a Adrien na posição 8. Ponto final. Parágrafo. Continuar a ler “O que esperar de Bruno Fernandes?”

Porquê tanta crítica a alguém que “nunca” se viu jogar?

No meu reino, o reino onde sou um mero peão, anda toda a gente histérica: “mau, outro!”, “mais do mesmo”, “não vejo diferenças significativas para o Schelotto”, “mais um que vai tapar o lugar a um jovem da Academia” – estes são os argumentos mais lidos no reino em que os adeptos perderam (e bem) a tolerância em relação às decisões (casmurras) do seu treinador. O pobre Cristiano, pagou com as favas. Ele, homem que ainda nem sequer pode trabalhar em Alvalade durante meio minuto, já é parte de um cenário de previsível desgraça… que ainda nem sequer começou! Continuar a ler “Porquê tanta crítica a alguém que “nunca” se viu jogar?”

Alvalade – 11 e 45 da manhã

Facto inédito em Alvalade: um jogo marcado para a manhã de um domingo soalheiro de Maio. Sem pressão, sem nada a temer, sem objectivos para conquistar desde o jogo do Dragão, mas com um cenário em que, com um bocado de sorte, a manter-se a bitola exibicional dos dragões nas últimas semanas, em caso de vitória, o Sporting ainda poderia espreitar a qualificação directa para a Liga dos Campeões, facto que por si vale metade do orçamento previsível para a próxima temporada. Os adeptos responderam afirmativamente. Invertendo uma certa lógica do futebol moderno, os adeptos de uma equipa que caiu a meio da temporada, continuam a dizer “sim”, mesmo quando o futebol não é o melhor. Quer queiramos quer não, esta indústria vive de resultados e de espectáculo. Por vezes é o espectáculo que filtra a falta de resultados. Quando não dá espectáculo e não se atingem resultados, os clubes definham porque o consumidor não compra. Continuar a ler “Alvalade – 11 e 45 da manhã”

Hoje Escreves tu #14 – Como avaliar a era Jesus, Mestre da Táctica, no Sporting? – 2ª parte

Nota introdutória: este post é a 2ª parte do post aqui publicado durante o dia de ontem.

Por Miguel Condessa

A minha maneira de ver e pensar um plano para uma equipa de futebol, seja ela qual for, mas que também se aplica a qualquer equipa de qualquer modalidade com as devidas adaptações, passa por ir incrementando qualidade ano após ano. E um dia seremos campeões porque estaremos a cada ano mais fortes e mais apetrechados para o ser. Pode demorar 2 anos,3, 4, 5, alguns, mas chegaremos lá! Irá sempre depender de alguns factores internos, como de onde partimos, e alguns externos, como por exemplo em que patamar estão os nossos rivais. Esse plano passa por analisar uma época, vamos chamar-lhe a época zero, com incidência no 11 base e nos 14/15/16 jogadores mais utilizados, escolher 2 posições para melhorar e apostar em 2 boas contratações para essas posições de modo a serem titulares de caras. Depois, em paralelo, é ir preparando a boa prata da casa para um dia subir à equipa A e depois para um dia estar preparada para substituir um ou outro jogador que se tenha distinguido e seja vendido. Continuar a ler “Hoje Escreves tu #14 – Como avaliar a era Jesus, Mestre da Táctica, no Sporting? – 2ª parte”