Antevisão à 72ª edição da Vuelta – As equipas e os corredores – 2ª parte

Vuelta

Depois de ter analisado o percurso da edição deste ano no primeiro dos três posts dedicados à antevisão da maior festa do ciclismo espanhol, parto agora para outro dos vértices tão ou mais importantes da prova: as equipas presentes e os corredores. Ao longo dos últimos dias fui tentando saber mais sobre o estado de condição física dos ciclistas bem como sobre as expectativas, aspirações e objectivos que vários depositam para os 21 dias de prova. Nos mais de 3200 km de percurso, vários serão os corredores que tentarão suceder como vencedores da geral individual da prova ao principal ausente da edição deste ano: o colombiano Nairo Quintana.

De Romain Bardet a Christopher Froome, o número de climbers e stage racers presente na prova espanhola indica que podemos ter uma prova espectacular. O desenho traçado para as etapas pela organização está ao gosto daqueles que são mais fortes na montanha. Para lutar pela vitória e pelos lugares de top 10 teremos, para além do francês da AG2R e do inglês da Sky, corredor que tentará dar o máximo para finalmente se poder sagrar vencedor da prova, ciclistas como Domenico Pozzovivo (AG2R), Daniel Navarro (Cofidis), Fábio Aru e Miguel Angel Lopez (Astana), Vincenzo Níbali (Bahrain-Mérida), Samuel Sanchez e Tejay Van Garderen (BMC), Emmanuel Buchmann e Rafal Majka (Bora), Michael Woods (Cannondale), Carlos Alberto Betancur e Marc Soler (Movistar), Esteban Chavez e os irmãos Yates (Orica), Julian Alaphillippe e Bob Jungels (Quickstep), Igor Anton e Serge Paawels (Dimension Data), Ilnur Zakarin (Katusha), George Bennett (Lotto-Jumbo-NL) Warren Barguil e Wilco Kelderman (Sunweb), Alberto Contador (Trek) e Louis Meintjes (UAE).

Continuar a ler “Antevisão à 72ª edição da Vuelta – As equipas e os corredores – 2ª parte”

O golo do dia

Na primeira parte do jogo inaugural da Bundesliga na nova temporada, o Bayern venceu por 3-1. O futebol dos bávaros não foi o melhor, e até viveu, na 1ª parte, das facilidades concedidas pela estratégia de jogo montada pelo treinador dos farmacêuticos Heiko Herrlich. Nos primeiros 45 minutos, creio que a equipa de Leverkusen cometeu um erro estratégico que deu imenso conforto ao Bayern na partida ao pressionar (pouco e mal) à entrada do seu meio-campo. O plano de jogo idealizado por Herrlich permitiu a uma equipa que já por si gosta de sair a jogar com toda a segurança (a verdade é que tem imensos jogadores para o fazer; começando pelos seus centrais; no entanto, em cada transição, Vidal ou Rudy baixavam até aos centrais para receber a bola e iniciar o momento de construção) o domínio das acções a meio-campo. Aplicando a habitual circulação de bola de pé para pé (aliada à extrema mobilidade de todo o sector ofensivo) no corredor central à procura do espaço livre para entrar dentro do bloco adversário de maneira a poder flanquear o jogo para a projecção dos laterais (por vezes com o auxílio em terrenos interiores de Franck Ribèry e Thomas Muller) a formação bávara manietou o meio-campo da formação de Leverkusen. Não foram muitas as situações de perigo criadas pela formação de Ancelotti na primeira meia hora, mas, a progressão no terreno concedeu as oportunidades que os bávaros precisaram para construir a vantagem de 2-0. Em dois lances de bola parada aqui retratados ao segundo. Continuar a ler “O golo do dia”

Arturo Vidal!

Se este lance acontecesse há 5 anos atrás, o médio chileno “stickava” de primeira contra os adversários que tinha à sua frente. No Bayern, Arturo Vidal ganhou claramente a “inteligência germânica” que faltava ao seu jogo. Em vez de executar um remate de primeira que não lhe iria garantir proveitos, no curtíssimo espaço de tempo que teve para pensar, levantou a cabeça, leu todo o frame que se encontrava diante de si e tomou a opção mais correcta. Nem todos os jogadores são capazes de fazer. Arrisco-me até a dizer que poucos são capazes de fazer isto na grande área da irracionalidade. 

Que estreia! Comprar bem, com critério, no mercado interno

10 minutos de jogo. The Hoffenheim Connection. Sempre que pesca no mercado interno, o Bayern compra bem.

A importância e a função dos dois médios no sistema 3x4x3 – o exemplo paradigmático de Granit Xhaka no Arsenal

Num sistema táctica 3x4x3, as necessidades ditadas pelo próprio sistema (alas bem projectados no último terço do terreno, avançados interiores com uma forte capacidade de drible, a criação de situações de superioridade numérica ao redor da área; normalmente de 5 para 4, ou seja, os 3 da frente acompanhados dos dois alas contra 4 adversários) obrigam os médios a adoptar um posicionamento mais recuado no terreno e a terem funções completamente distintas. Um dos médios é por norma mais destruidor (podendo jogar ligeiramente atrás ou ligeiramente à frente do outro médio conforme as necessidades da equipa; Mohammed El Neny usualmente joga ligeiramente mais à frente do médio, para poder reagir mais rapidamente à perda da bola resultante de uma tentativa de passe deste, através da pressão imediata ao jogador que intercepta, ou então para poder receber a bola entre entre linhas; para além desse aspecto muito peculiar, o médio egípcio, tem, como já pudemos ver frente ao Benfica na Emirates Cup muita clarividência quando se aproxima da área) assume a construção de jogo, preferencialmente através do passe longo lateralizado e do passe curto verticalizado para a entrada entre linhas de um dos avançados\avançados interiores (com esporádicas incursões verticais em passe longo às costas da defesa se a equipa tiver um jogador capaz de se desmarcar rapidamente por entre os centrais para as suas costas).  Continuar a ler “A importância e a função dos dois médios no sistema 3x4x3 – o exemplo paradigmático de Granit Xhaka no Arsenal”

O golo do dia

Muitos deverão ter sido aqueles que ao ver estas imagens deverão ter pensado nos benefícios que o novo modelo de Conceição ganharia com André Silva na área. Muitos. Inimagináveis benefícios. Com Óliver muito próximo da área ou até a entrar dentro da área nos espaços livres que constrói com movimentos que provocam situações de ruptura nas defesas adversárias, seja através de movimentos divergentes ou verticais conforme aqui pudemos ver contra o Estoril, com o intuito expresso de criar situações para os pontas-de-lança, ou até para as entradas (de trás) de um jogador como Brahimi, com um Aboubakar que sai muito bem da área para participar no momento de construção (promovendo os arrastamentos que permitem a um avançado mais de área entrar nos espaços deixados em vazio pelo arrastamento promovido), podendo porém vir a ter outro papel, o de municiador do ponta-de-lança (bastará receber, tentar rodar sobre o defesa e procurar servir a desmarcação para as costas) e com dois laterais que cruzam extraordinariamente bem, André Silva teria muito a ganhar e o próprio Porto poderia ter ganho mais do que o valor que ganhou com transferência.

P.S: Pelos vistos, o jogador perdeu em Itália alguns dos vícios adquiridos no Porto. Se este lance se passasse em Portugal, André Silva jamais teria marcado o golo. Teria caído ao chão e teria ficado a pedir grande penalidade ao árbitro. 

Antevisão à 72ª edição da Vuelta – o Traçado – 1ª parte

Vuelta

A 72ª edição da icónica Vuelta a España partirá para a estrada no próximo sábado, dia 19 de Agosto, em Nîmes, França, com a realização de um interessante contra-relógio por equipas de 13,7 km. Depois de se ter iniciado em Lisboa em 1997 e em Assen (Holanda) em 2009, esta será a 3ª vez que a prova se irá iniciar fora de território espanhol. A partida da prova em território francês já era um cenário desejado há muitos anos quer pela Amaury Sport Organisation (a entidade que organiza o Tour, entre outras provas de world tour, 1HC, 2HC e escalão 1 e 2 Continental que se realizam ao longo do calendário velocipédico internacional; empresa que comprou os direitos de organização da prova espanhola) quer por algumas comunas das regiões do Sul de França. Ao longo dos últimos anos, vários foram os autarcas e edis de comunas francesas que se deslocaram à sede da EPA (Éditions Philippe Amaury, a empresa-mãe do grupo Amaury) para apresentar vários projectos aos principais responsáveis pela organização da prova. A meio da 71ª edição, o director de corrida Javier Guillém anunciou que a edição deste ano teria o seu arranque na cidade de Nîmes, prevendo portanto para além da etapa inaugural a realização de outra etapa em solo francês.

Continuar a ler “Antevisão à 72ª edição da Vuelta – o Traçado – 1ª parte”