A imagem do dia

sporting andebol 3

A nossa casa. Agora sim, as modalidades do Sporting tem reunidas todas as condições para poderem acelerar a tão desejada projecção internacional desejada pela direcção do Sporting e pelos adeptos leoninos. O Pavilhão João Rocha recebeu o Fafe (para bem do espectáculo, os fafenses não foram “o bombo da festa” e até criaram muitas dificuldades na primeira parte com o seu 5×1 agressivo e com os seus processos de jogo bem trabalhados na 1ª linha e no pivot) na sua estreia oficial. O novo reforço Tiago Rocha (bem-vindo ao Sporting) marcou, de 7 metros o primeiro dos esperáveis milhões que esperamos vir a celebrar na nova meca do desporto nacional.

manuel gaspar

No entanto o grande protagonista foi na minha opinião o jovem Manuel Gaspar, titular da selecção portuguesa de sub-19, atleta que recentemente foi 7º no Mundial de Juniores do escalão. Ao jovem guarda-redes foi confiada a missão de ser o titular da baliza face à ausência do gigante Matej Asanin, jogador que está outra vez a contas com uma lesão. De pequenino se torce o pepino. O puto não se intimidou com semelhante responsabilidade e fez uma extraordinária exibição na qual defendeu um par de livres de 7 metros, fez uma série de elásticas defesas quer a remates de 1ª linha quer a remates de 2ª linha e ainda teve tempo para aproveitar uma situação de “transição” para marcar um golo de campo-a-campo. Quando um jovem de 18 anos, não só não acusou a pressão do momento, como “sentou” no banco de suplentes um guardião experiente (Aljosa Cudic) que já conquistou vários títulos ao serviço do Celje Pivovarna Lasko e já foi titular da baliza de uma das maiores equipas da fortíssima liga polaca e que teve, na temporada passada, alguma importância na conquista dos títulos conquistados face à ausência de Matej Asanin, creio que está tudo dito sobre o potencial deste miúdo.

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Que sejas abençoado e nos tragas muito sucesso e títulos Pavilhão João Rocha

pavilhão joão rocha

Dentro de meia hora, no Andebol, frente ao Fafe, abrem-se as portas da mais maravilhosa obra de todo o sportinguismo, obra para a qual também pude contribuir na medida das minhas capacidades: o Pavilhão João Rocha. Obra da mais elementar necessidade para um clube que ousa atrever-se a tudo vencer no panorama nacional das modalidades colectivas e quer, fazendo jus às históricas palavras do seu fundador, “ser um dos maiores clubes da Europa”, o Pavilhão João Rocha finalmente termina com um calvário de cerca de 15 anos, calvário que não permitia de forma alguma alavancar as nossas modalidades para um estado de exigência minimamente aceitável. No desporto moderno, o investimento não é o único factor de sucesso. Se o investimento na contratação de bons jogadores e bons treinadores não for acompanhado de investimento na criação de boas infraestruturas e bons equipamentos de treino, nenhum clube atingirá, por muito boa que seja a matéria-prima, o sucesso.

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Um grande momento que resume a especial importância de Carlos Ruesga na equipa de andebol do Sporting 16\17

 

carlos ruesga

https://streamable.com/s/630dk/fyzbbc

clique neste link para abrir o vídeo. 

Ao longo da fase final do Campeonato Nacional de Andebol, nas análises que fui escrevendo sobre a equipa de andebol do Sporting fiz sempre questão de referir a importância do central espanhol nesta estrutura. Carlos Ruesga Pasarin foi um jogador que veio dar toneladas de experiência, liderança coerência, critério e cérebro às acções ofensivas. O espanhol, atleta que é naturalmente um consagrado do Balonmano de nuestros hermanos em virtude das 70 internacionalizações que lhe valeram 2 grandes conquistas internacionais com a camisola da Roja, e dos variadíssimos títulos (nacionais; no Sporting pode conquistar o seu único título europeu) conquistados ao serviço de clubes como o Portland San Antonio (histórico clube de Pamplona que entretanto faliu, tendo sido uma equipa que conquistou 4 títulos europeus entre 1999 e 2002) Barcelona e os húngaros do Vezsprém, foi o verdadeiro líder desta equipa nos momentos menos positivos. Posso até mesmo afirmar que a equipa suplicou em vários momentos pela sua liderança. Nos momentos em que a equipa tinha muitas dificuldades para concretizar, passando largos minutos sem marcar, Ruesga foi o jogador mais procurado pelos companheiros porque sabiam que o central tinha sempre um coelho pronto a saltar da cartola. Até quando era obrigado a ser mais dinâmico do que o normal para poder superar as impiedosas marcações individuais que eram constantemente realizadas pelos adversários. O seu explosivo e imprevisível remate de anca, as suas fantásticas incursões aos 6, aquele drible sobre o adversário que permite captar o pivot ou aquele passe tenso a sobrevoar todo o campo que coloca os pontas na cara do guardião adversário foram verdadeiros momentos de liderança, de uma liderança que já não víamos provavelmente desde os tempos de Paulo Faria e Viktor Tchikoulaev. O espanhol carregou a equipa ao colo (não quero com isto dizer que não tenham existido jogadores tão ou mais importantes, porque efectivamente existiram) com carinho graças a momentos como este, um momento em que tudo parecia prestes a desabar no Pavilhão de Odivelas.

O Sporting precisa de mais Ruesgas. São este tipo de jogadores que dão títulos. São este tipo de jogadores que nos permitem um certo equilíbrio quando as nossas equipas são chamadas a disputar uma Champions League contra as melhores equipas do cenário europeu. Espero que o central espanhol possa ficar mais tempo em Alvalade para poder ajudar o clube a conquistar mais títulos e a solidificar uma posição de destaque no cenário europeu.

Obrigado!

Vi o título conquistado há 16 anos. Vi o título conquistado hoje. Estou em lágrimas. Se olhar para trás, este intervalo foi duro, muito duro. Qualquer seca de títulos é difícil de ultrapassar neste clube. Mas uma é coisa é certa: as adversidades fortalecem-nos ainda mais como adeptos deste maravilhoso Sporting Clube de Portugal. No próximo ano, na Champions League, podem contar comigo no novo Pavilhão João Rocha. Obrigado bravos leões!

Parabéns Sporting! Um especial agradecimento ao Professor Hugo Canela

25º título europeu da História do Clube, 2º título na Challenge Cup, tornando-se novamente a equipa com mais títulos europeus conquistado no Andebol Português. Nesta hora de festa para o Sporting Clube de Portugal, para além dos heróis da conquista, bravos guerreiros que podem estar a fechar com chave de ouro uma época muito complicada que começou mal com Zupo Equisoain, terei obrigatoriamente que fazer uma menção ao Grande Sportinguista que é o Professor Hugo Canela.

Como sabeis, o Prof. Hugo Canela começou a temporada como adjunto do técnico espanhol. Num ano de forte aposta na modalidade no qual os dirigentes do Sporting fizeram das tripas coração para dar todos os reforços que Zupo pediu, acrescentando muita qualidade e muita experiência ao plantel, o espanhol fracassou. A equipa revelou-se ao longo do tempo uma equipa instável que padecia de vários problemas. O maior de todos era, a meu ver, a instabilidade psicológica verificada nos jogos contra os restantes candidatos ao título. Continuar a ler “Parabéns Sporting! Um especial agradecimento ao Professor Hugo Canela”

O gigante Matej Asanin

Quando vi no início da época que o Sporting tinha contratado um guarda-redes internacional croata confesso que me lembrei imediatamente de um dos maiores ídolos do desporto croata: o magnífico Vlado Sola, histórico guardião que esteve intimamente ligado às grandes conquistas internacionais (campeonato do mundo de 2003, Jogos Olímpicos de 2004, Prata nos campeonatos do Mundo de 1995 e 2005) das principais conquistas e feitos realizados pela virtuosa geração croata dos anos 90 e 2000.

Aos 23 anos, após duas passagens pelas melhores ligas do mundo (Ademar Leon da Asobal e HBW Balingen-Weilstetten da Bundesliga) confesso que a primeira ideia pré-concebida que tive sobre o gigante croata foi o pressentimento que o andebol do Sporting tinha acabado de contratar mais um jogador “instável” à procura de assentar arraiais num clube – o histórico de Asanin assim o dava para depreender dadas as suas curtas passagens uma temporada por vários clubes. Pareceu-me que poderia vir aí “gato por lebre”.  Continuar a ler “O gigante Matej Asanin”

Andebol – Final da Taça Challenge – 1ª mão – Sporting 37-28 Potaissa Turda

Tarefa cumprida. Hugo Canela pediu aos jogadores para realizarem um jogo no qual pudessem ganhar pelo máximo número de golos, de forma a gerir uma vantagem confortável no jogo da 2ª mão que se irá realizar na Roménia. As deslocações das equipas portugueses aqueles países costumam ser muito complicadas (deslocações longas e demoradas; condições de estadia surpreendentes, adeptos da equipa adversária a fazer barulho no piso da equipa adversária na noite que antecede ao jogo, entre outros factores que costumam dificultar a obtenção de um bom rendimento nas partidas) e uma final será sempre uma final Os jogadores leoninos cumpriram os objectivos, ganhando o jogo da 1ª mão, disputado no Casal Vistoso, por 37-28. Os 9 golos de vantagem são mais que suficientes perante esta equipa romena? Nunca se sabe. Continuar a ler “Andebol – Final da Taça Challenge – 1ª mão – Sporting 37-28 Potaissa Turda”