Bloco de Notas da História #19 – Decorridos 50 anos sobre a vitória do Celtic na Taça dos Campeões Europeus

25 de Maio de 1967. Estádio Nacional do Jamor. O Portugal da ditadura do Estado Novo, regime que era cada vez mais acossado (e isolado) pela comunidade internacional devido à manutenção da injusta e sangrenta guerra em África, recebe pela primeira um grande espectáculo internacional de futebol.

Em confronto, para a final da Taça dos Campeões Europeus da temporada 1966\1967 encontram-se o poderoso Inter do “catenaccio” de Helenio Herrera e o underdog Celtic de Jock Stein. Os escoceses são, de forma surpreendente, num espaço de 12 anos, a primeira equipa britânica a chegar à final da competição. Apesar do futebol britânico ter recuperado algum do seu prestígio poucos meses antes com a vitória da Inglaterra no Mundial por si organizado, e de algumas equipas ingleses possuírem desde há largos anos as melhores equipas mundiais (caso do Manchester United), são os comandados de Jock Stein que chegam pela primeira vez à final da maior competição futebolística do futebol europeu, surpreendendo tudo e todos no estádio situado no coração do concelho de Oeiras. Continuar a ler “Bloco de Notas da História #19 – Decorridos 50 anos sobre a vitória do Celtic na Taça dos Campeões Europeus”

Messi gelou o Bernabéu e reabriu a luta pela Liga Espanhola

Recebeu, fintou, criou o desequilíbrio a meio-campo, deu a progressão a André Gomes (hala!), Jordi Alba assistiu e La Pulga apareceu precisamente onde gosta de finalizar para enviar a bola para o canto inferior esquerdo da baliza de Keylor Navas. Vez, outra vez, na última jogada do encontro, ao 2º minuto de compensação dado por Hernandez Hernandez, o argentino decidiu o superclássico, chegando ao seu golo 500 com a camisola blaugrana. Com um toque de classe e de clara superioridade moral perante um silencioso Bernabeu (que gélido balde de água que foi despejado naquele minuto final) o argentino foi à linha de fundo, tirou a camisola e exibiu-a ao público madrileno para que nunca se esqueçam dele. Apesar do facto do Real Madrid ainda ter um jogo em atraso para cumprir frente ao Celta de Vigo (uma das equipas em melhor forma no futebol de nuestros hermanos) com o golpe de teatro perpetrado, o argentino salvou o Barça do abismo, espantou alguns dos fantasmas que tem vindo a atormentar a equipa nas últimas semanas e devolveu a equipa à luta pelo título.

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Não houve remontada!

Inconsolável no final da partida, Neymar foi confortado pela carraça que lhe fez a vida negra nos 180 minutos disputados. Em lágrimas, foi o amigo e antigo companheiro Daniel Alves que deu o seu ombro ao craque brasileiro do Barça.

A tarefa era difícil e Luis Enrique previu-o na perfeição na conferência de imprensa quando afirmou que os seus jogadores estavam a fazer contas para terem que marcar 5 golos porque decerto que teriam que contar com uma Juventus ofensiva à procura de fazer um golo para tornar a tarefa mais complicada. As declarações do técnico não andaram muito longe da realidade do que se foi passando nos primeiros minutos de jogo. O técnico dos catalães foi mais longe até quando afirmou que para preparar bem o jogo teria que levar o plantel durante 1 mês para as Maldivas, afirmação que teve um significado muito nítido: esta equipa do Barça está nos limites da saturação (física, mental, relacional entre as várias unidades). O Barça cumprirá no próximo defeso o seu natural reset. A fórmula é a mesma há muitos anos, a idade começa a pesar nas pernas de alguns jogadores, e as contratações também, por outro lado, não são as melhores para substituir as unidades que vão saindo. Os catalães necessitam forçosamente de refrescar a sua máquina com novas ideias, com um novo treinador e quiçá até com uma nova filosofia de jogo.

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Duas Dy(bala) e a noite em que Juventus roçou a perfeição táctica

Eximia. Soperba. Meravigliosa. Magistrale! Mostra solo alla portata dei migliori! A Vecchia Signora está a jogar as fichinhas todas na conquista desta Champions. Aceita-se uma “remontada” contra um PSG que esteve muito bem no jogo da primeira mão. Ingenuidade será alguém acreditar numa remontada do Barça depois da perfeita exibição a todos os níveis que foi realizada pela equipa italiana no Juventus Stadium Se essa reviravolta na eliminatória acontecer e se der nos moldes em que se deu a “remontada” louca contra o PSG, o futebol estará para sempre enviesado por factores anormais. A acontecer será o suficiente para que não queira saber desta competição nos próximos anos.

O que é se que pode fazer em Turim a esta hora da noite?

O músico austríaco Marcel Fureder, conhecido no meio musical como Parov Stellar, deu um dia a dica: relaxar ao som de um belíssimo sopro de saxofone, fechar os golos, e acreditar que esta Juve tem tudo para voltar a recuperar o ceptro do futebol europeu.
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Golo da Semana

No vosso íntimo é legítimo que julguem que escolhi o golo do uruguaio pela belíssima desmarcação nas costas dos centrais e\ou pelo delicado mas redondinho toque na bola para a monumental chapeleta ao mexicano Guillermo Ochoa. Não, por favor! Esqueçam lá esse pequeno pormenor. Se vocês quiserem, mostro-vos um de Antoine Griezmann que supera o de Luis Suárez ao nível de execução técnica. O golo da semana é o passe de Jordi Alba.

Reparem lá no pormenor que demonstra toda a inteligência, rapidez de processos e visão de jogo do lateral esquerdo do Barcelona. Se repararem bem no comportamento sem bola enquanto espera pelo passe de Sérgio Busquets, o lateral esquerdo levanta a cabeça para ler todo o jogo para saber o que deve fazer na sua acção com o esférico. Essa acção tomada numa fracção de segundo acaba por ser demasiado valiosa ao ver a desmarcação de Suárez, facilitando-lhe o pensamento imediato da acção que deve executar. O resto é uma execução técnica digna de registo. O que é que fariam grande parte dos laterais naquela situação específica? Iriam avançar com a bola à espera que o extremo abrisse linha de passe para eventualmente tentar a sobreposição ou devolveriam a bola a um dos construtores de jogo.

Um belo momento de humor

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Suarez a roçar o nível da “ronha” dos jogadores dos distritais. Reacção equivalente aquele jogador manhoso que grita que nem um desalmado quando cai no solo ou outro que a meio da sua dor olha para o árbitro para ver se ele vai distribuir amarelos pelos adversários…