Que lindo!

Que bem joga o Porto de Sérgio Conceição! Dinâmica, mobilidade na procura de vir receber o passe do colega e dar rapidamente para o apoio mais próximo (primeiro Aboubakar\ depois Otávio), inversão do sentido de jogo, apoio para dar continuidade à jogada, criação de um engodo no interior com a entrada de dois jogadores no bloco adversário, de forma a criar novos problemas à defesa (veja-se a saída do lateral direito da sua posição para pressionar Otávio; o arrastamento abre o espaço que permite a situação de sobreposição e por conseguinte a oportunidade para a assistência) e o corte de Otávio pelas costas da defesa como nada se passasse, inserindo-se sem qualquer oposição em zona de finalização. Tudo ao primeiro toque. Fantástico! Fiquei encantado com esta jogada!

Rúben Neves: uma venda que rendeu 20 mendilhões

Ao contrário do que aqui escrevi a propósito da transferência de André Silva para o AC Milan, tenciono discutir o valor da transferência de Rúben Neves bem como o seu potencial. Na minha modesta opinião, acho que o valor da transferência é elevadíssimo para o mediano potencial futuro que Rúben Neves apresenta. Quero entrar portanto por caminhos sinuosos que levam, invariavelmente, a discussões apaixonadas.

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Quando a melhor e a única defesa possível, é o ataque

Se o “Benfica está forte, unido e coeso”, e “tem total abertura para facilitar acesso a toda a informação, tem as portas abertas e está tranquilo, quer que se investigue a fundo” (Luis Bernardo, Benfica TV, 16-06-2017) interrogo-me se realmente existe a necessidade de contra-atacar através da abertura de reabertura de processos do passado\novos processos na justiça desportiva e na justiça civil contra os rivais, quando uma bem preparada e executada defesa é um dos elementos basilares de um processo justo, e uma enorme garantia de transparência e idoneidade dos acusados se a acusação for dada analisada (ou até julgada) como desprovida de fundamento ou de provas que a justifiquem.

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Uma excelente venda

Não quero debater de forma alguma a comissão gigantesca que Jorge Mendes irá obter por parte do seu novo parceiro financeiro. Sabemos que ao certo, André Silva poderá render entre 28 a 30 milhões directos para os cofres do necessitado FC Porto. Poderá estar afastada a hipótese do FC Porto não vir a participar nas competições europeias nos próximos anos, cenário que poderia ser uma profunda machadada no futuro do clube portista. Não discuto o potencial (presente e futuro) do jogador porque é enorme. Não discuto o clube para o qual foi vendido o jogador porque parece-me claro que o destino foi uma imposição do seu empresário. Nem discuto a verba porque creio que os 38 milhões pagos pelo jogador equivalem ao percurso que foi feito, ao seu potencial no presente e ao seu potencial futuro.

Contudo não posso deixar de tecer um breve comentário relativo à regressão que foi trilhada com o jogador por Nuno Espírito Santo na temporada que agora finda. Podemos valorizar ainda mais a venda se ponderarmos que Nuno Espírito Santo desistiu da evolução do jogador a meio da temporada, por motivos técnicos e tácticos. As mudanças tácticas “desenhadas” aquando da chegada de Soares (o bizarro 4x4x2 sem referência de área, obrigando André Silva a ter que jogar muito longe do seu habitat natural), a obsessão pelo equilíbrio defensivo e a própria preferência do treinador pelas características do brasileiro, moldando de certa forma a equipa às suas características, não ajudaram em nada à evolução natural de André Silva. Estes são os factores que naturalmente explicam a sua queda de rendimento na 2ª metade da temporada. Senti que em muitos jogos, o jogador andava completamente confuso, estranhando as funções (de exterior à área) que lhe foram incutidas pelo treinador. Nesta valorização não está preso um único fio de cabelo do antigo treinador dos dragões. Arrisco-me até a dizer que o treinador fez o possível e o impossível para desvalorizar o jogador.

Um jogador à Porto, um Treinador à Porto, uma Filosofia à Porto – Estaremos perante o treinador ideal para a realização de uma viagem ao passado?

Dentro do lote de candidatos disponíveis para assumir o cargo, Marco Silva era de longe aquele que tinha mais condições técnicas, metodológicas e curriculares para assumir os destinos do clube da invicta em virtude do seu enorme conhecimento técnico-táctico do jogo, do metodológico trabalho que realiza com os jogadores nas sessões de treino, característica que lhe permite construir com algum sucesso, em tempo relâmpago, a identidade de jogo das equipas que orienta, e está claro, em virtude do estofo adquirido nas passagens pelo Sporting e pelo Olympiacos. Marco é um treinador que já aprendeu a lidar com a pressão inerente ao comando técnico de um clube grande, mas, nesse aspecto em particular, Sérgio Conceição também já foi obrigado ao longo da sua carreira a suportar o clima de pressão existente em clubes que estão um degrau abaixo dos grandes, mais concretamente em Braga e Guimarães. Não sendo de todo clubes com investimentos, ambições e expectativas depositadas ao nível dos grandes, são clubes que já vivem de algum resultadismo no seu quotidiano. A dança de treinadores a que temos assistido em Braga nos últimos anos demonstra a visibilidade desse facto: quem não ganha, quem não luta por mais, não perdura na Pedreira.
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Tiro ao lado?

As missas, os padres, a relação do primeiro-ministro com o poder (himself) e um intermediário sindicalista têxtil de Ronfe, ex-árbitro de baixa qualidade, observador tecnicamente inapto, que já foi do PCP mas agora está mais ligado ao Bloco. Eis a salsada marinada em massa pimentão que compõe a nova pratada de Carne de Porco à Alentejana que está a ser cozinhada no futebol português! A silly season elevada ao expoente. O conteúdo indicia uma suspeita que é amplamente generalizada e debatida mas, no fundo, a confirmar-se como uma informação verídica, não prova absolutamente nada. Temos pena. Eu sou um daqueles que crê convictamente que nos últimos anos passaram-se um conjunto de evidências claras que demonstram que não existe de todo uma actividade lícita nas conquistas do clube encarnado, mas, infelizmente, não tenho provas que sustentem tais actividades. Neste tipo de situações temos que ser racionais.

O que é que as declarações do director de comunicação do Porto provam? Nada. De boca pouco ou nada se prova neste país. O que é que os emails trocados entre Adão Mendes e Pedro Guerra provam relativamente à existência de um esquema de corrupção montado pelo Benfica? Nada. A provar-se como verídica, a licitude da prova conta. Como a prova não deverá ter sido obtida de forma lícita, Francisco Marques até pode ser vítima dos bagos de chumbo da bala que atirou contra os responsáveis do clube encarnado e contra os árbitros em questão se não conseguir justificar convenientemente a veracidade e a origem do email que leu, a veracidade das relações existentes entre agentes, as metáforas existentes no texto, o simbolismo escondido por detrás das alcunhas dadas às personagens. Se o director de comunicação do Porto não conseguir provar todos estes pontos, poderá obviamente incorrer num crime de difamação, devassa da vida privada e espionagem, morrendo imediatamente o assunto por aqui.

O golo do dia

Jordi Adroher no fantástico jogo realizado no Dragão Caixa entre FC Porto e Benfica que terminou 9-7 a favor dos portistas, relançando a discussão pelo título nacional da modalidade. Caso vença o Sporting amanhã em casa, a Oliveirense de Jordi Bargalló, Ricardo Barreiros e Pedro Moreira poderá passar para o comando do campeonato a 2 jornadas do seu término com 2 pontos de vantagem sobre as águias e dragões, na véspera da visita ao Pavilhão da Luz na 25ª Jornada