Hoje Escreve o Mister #15 – O podre jornalismo português

Por Pedro Sousa

A propósito do título desta notícia publicada pelo Jornal O Jogo.  Continuar a ler “Hoje Escreve o Mister #15 – O podre jornalismo português”

Todos os anos é assim

O rastilho foi aceso por Bruno de Carvalho no domingo. Assim que o presidente do Sporting soletrou as silabas das palavras “tudo”, “tem”, “de”, “ser”, “diferente”, tocaram os habituais sinais de alarme. Todos nós sportinguistas estamos carequinhas de saber que tudo tem que ser diferente. No entanto, o presidente do Sporting não contextualizou programaticamente o sentido da sua declaração. Tudo tem que ser diferente como? Mudaremos a política de contratações do clube? Apostaremos mais nos jovens? Teremos finalmente um bom director desportivo capaz de observar bem, comprar bem e barato e realizar a indispensável ligação entre os jogadores e a equipa técnica e a direcção? Os arautos da desgraça vieram imediatamente atirar as suas achas para a fogueira da pura especulação. Está encontrado o guião para a nova novela que irá decerto animar o verão e alimentar todos aqueles que infelizmente ficam vários meses sem poder ganhar o seu pão assim que termina a temporada. Sem bola a rolar, não existem motivos suficientes para se dar à língua. Continuar a ler “Todos os anos é assim”

Leram bem, jornalistas?

retirada da conta oficial de Instagram de Zlatan Ibrahimovic

Nos últimos dias, toda a imprensa desportiva internacional anunciou com toda a pompa que Zlatan Ibrahimovic tinha a carreira terminada. Vários foram os órgãos desportivos e os jornalistas (inclusive alguns em Portugal, com o Record claro está a comandar as republicações de notícias de órgãos de imprensa estrangeiros para território nacional) que, perante o cenário da lesão complicada no joelho que o sueco contraiu na passada quinta-feira no jogo contra o Anderlecht, trataram de lhe fadar a morte para o futebol e o respectivo velório. Imagino como é que Zlatan terá reagido assim que abriu os jornais e viu que de um dia para o outro, sem saber como (o departamento médico do United ainda não se pronunciou completamente sobre a situação do sueco nem tão pouco sobre o tempo de paragem que este deverá enfrentar) estava morto e enterrado para o futebol.

O facto da lesão “ser uma lesão complicada,” com um “tempo de recuperação bastante longo” e que “os jogadores que a sofrem nunca mais voltam a ter o mesmo rendimento” (de vez em quando os jornalistas acreditam que são médicos, revelando ser mestres na arte da tudologia; ou então estamos perante uma situação em que uma bola de cristal andou pelas redacções à falta de dados palpáveis que possam afiançar uma previsão mais fidedigna) a “idade avançada do jogador” e a eventual falta de predisposição por parte do jogador para passar por um árduo e penoso período de recuperação face à sua idade, foram os toscos argumentos utilizados pelos jornalistas para continuarem com a sua incessante saga de caça aos cliques.

Zlatan veio hoje dizer com este post no instagram que as coisas não se vão processar como os jornalistas querem mas sim como ele quer que as coisas se processem. Um verdadeiro campeão não se rende “por dá cá aquela palha” no primeiro obstáculo que é chamado a atravessar. Eu não tenho quaisquer dúvidas: sendo um jogador bastante forte no plano mental, o sueco vai regressar em breve aos relvados. E vai regressar com tanta ou mais vontade de vencer do que aquela que tinha. Nem que seja para voltar a ter o prazer de calar um bando de mentirosos e especuladores que só “sabem viver” à custa da miséria dos outros e da constante invenção de notícias especulativas sem fundo de verdade.

Hoje Escreve o Mister #7

Por Pedro Sousa, autor convidado regular deste blog.

A degradação a que se chegou nos adeptos de futebol é gravíssima e merece intervenção a alto nível de quem tem poder para tal, mas esses permanecem, infelizmente, impávidos e serenos assistir a estas graves situações que não podem passar em claro em nenhum momento! As culpas não são só de alguns como muitos querem fazer passar, mas sim de todos, que tem responsabilidades no sector e na regulamentação e segurança do espectáculo!
As culpas abrangem todos os clubes e seus afiliados. Mas não só…

Os média também tem a sua quota parte de culpa. Os Jornalistas que produzem determinados conteúdos de baixo nível, convidando pessoas com comportamentos acéfalos e com teor manipulador para falar de tudo menos de futebol (na realidade a maioria pouco domina a modalidade na sua verdadeira essência), através ditas cartilhas como alguns paineleiros o fazem (transversal a todos eles no discurso e até em alguns ditos independentes que demonstra seu carácter), com seus discursos planeados, decorados e nada pessoais que no fundo só incentivam os adeptos ao ódio, à divisão e à violência num registo deplorável no conteúdo, com alguns a considerarem que essas (cartilhas) reflectem a “organização e profissionalismo” de determinado clube,  e a confundirem informação  com terror contra-informativo e chorrilhos de inverdades, também tem a sua quota parte de culpa neste processo.

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Mais um sinal claro e indicador da degenerescência jornalística que paira pelo Jornal Record

Para nosso contentamento, uma das coisas positivas que este país ainda possui é o facto de podermos tomar um café e dar uma passagem de olhos pelas gordas (e também pelas pequenas, aquelas onde por vezes se esconde a surrealidade noticiosa!) de todos os jornais, em praticamente todos os cafés, pela módica quantia de 60 ou 65 cêntimos. Em tal hábito praticado por milhões de portugueses, não nos podemos queixar de não retirarmos um pequeno benefício deste autêntico custo de oportunidade face à escassez de verbas que existe nos nossos bolsos. Nos dias que correm, comprar religiosamente o jornal desportivo todos os dias (como faz o meu querido avô há mais de 5 décadas) face à qualidade das notícias, pode-se mesmo apelidar de “pequeno grande luxo” que retira ao consumidor 30 euros mensais, e, encaremos os factos, não o torna mais informado e mais esclarecido, antes pelo contrário.

Hoje quando tirei a minha pausa para passar os olhos pelo Record deparei-me com este infograma de oitava categoria retirado pelo jornalista de uma fonte de informação mais ou menos fiável, o site Transfermarkt, fonte que utilizo amiudemente apenas para ver o valor real pago por determinadas transferências, quase sempre a título acessório quando a minha RAM me falha. Fora tal facto, as temporárias e voláteis cotações dadas pelo site são ridiculamente imperceptíveis, até para os pressupostos que guiaram Adam Smith a criar a sua “universal” lei da mão invisível. Continuar a ler “Mais um sinal claro e indicador da degenerescência jornalística que paira pelo Jornal Record”

A imundice jornalística que vive no futebol português


in Público, 11-04-2017

Já desconfiava desde há muito tempo que o Jornal Público é um jornal pago. É um jornal pago por quem tiver mais interesse em comprar uma escrita à la carte tão típica dos diários desportivos. Não foi a secção desportiva do referido diário que me deu a entender essa ideia, porque felizmente ainda tem bons jornalistas como Marco Vaza. Vaza é desde há muitos anos a esta parte um verdadeiro prazer de leitura. Se o leitor acompanhar diariamente as publicações do Público bem como a vida quotidiana do jornal desde que David Dinis chegou ao cargo de director, perceberá claramente a estratégia que visa “endireitar o jornal”. Mas não é sobre isso que venho falar porque tal facto é irrelevante para este blog.

A época da demonstração dos chamados “factos alternativos” assim o permite para que o spinning da informação seja a melhor arma de contra-ataque. Perigoso é quando são os jornalistas a fazer manobras que são completamente antagónicas aos valores éticos e deontológicos da profissão para benefício de terceiros. O próprio princípio da lógica da deontologia da profissão exige que os jornalistas procurem a verdade de forma a evitar erros. Ou seja, na prática, o trabalho jornalístico deve obrigatoriamente respeitar a imparcialidade, a confidencialidade das fontes, a objectividade da informação que é prestada, a qualidade da informação que é prestada e está claro, o bom senso e a manutenção da ordem pública.

Este artigo do jornalista Diogo Magalhães desrespeitou por completo a deontologia da profissão. Desenterrar um facto com 17 anos para justificar a negação de outro facto por parte dos dirigentes e comentadores de um determinado clube rival do primeiro, ainda para mais quando o facto foi hoje desenterrado por uns dos pontas-de-lança da comunicação do caos desse mesmo clube, um tal de Hugo Gil, é fazer tábua rasa dos valores que norteiam a profissão. E é no fundo a prova cabal da analogia que pode ser traçada entre Jorge Nuno Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira: a cara de um é precisamente o cu do outro. Por outras palavras: em muitos aspectos nos quais o presidente do FC Porto fez escola no futebol português no passado (negação de factos óbvios, controlo do funcionamento dos órgãos federativos, controlo de grande parte dos agentes da comunicação social e dos jornais, contra-informação através de pontas-de-lança de comunicação, apelo expresso ao ódio) Vieira está a reproduzir no presente.

Hoje Escreve o Mister #6

janela

Por Pedro Sousa, o nosso Mister de serviço

Se retirassem alguns programas ditos desportivos do ar, o futebol português só tinha a ganhar para respirar melhor, porque há muito se percebeu que a maioria dos paineleiros/ comentadores pensam pouco pela sua cabeça e dizem mentiras ou “meias-verdades” de uma maneira coordenada, sabendo que a maioria dos portugueses “engole” como verdades tudo o que é dito pelos tais “intelectuais” do comentário da bola que servem de marionetas dos seus clubes, por fazerem pouco uso do pensamento ou fanatismo exacerbado!

Uma vergonha ao que a comunicação chegou! E muitos dizem ter profissionalismo! Eu chamo não ter coluna vertebral o facto de cada um não ter opinião própria de análise mas antes uma opinião manipulada na sua génese que serve interesses de terceiros que não são nada saudáveis!

Mais grave, é ditos comentadores isentos (alguns até já foram agentes desportivos) fazerem passar uma imagem de isenção quando são a vergonha da comunicação nos ditos programas, não tendo coragem suficiente para assumir o lado que defendem ou assumir as execução de cartilhas para o qual recebem, e ainda terem a cara de lata de se fazerem passar por moralistas perante o descalabro das suas declarações!

Enfim, tudo a bater no fundo e a vir ao de cima..

Burro é aquele que ainda acredita na isenção do jornalismo e nas suas opiniões parciais, porque dos ditos comentadores, penso que só os mais distraídos ou fanáticos pelos seus clubes é que ainda podem levar a sério alguma opinião destes.

Haja paciência para aturar tanta ignorância!!