Tour de France – 6ª etapa – Marcel Kittel bisa na chegada a Troyes

Imagens do último km\sprint final

A prova nos 20 km finais (o vídeo foi interrompido quando faltavam 3 km para a meta).

Em Troyes, o alemão Marcel Kittel voltou a soltar um dos seus sonoros “Ja” – Prima! Wunderbar! Natürlich Kittel! No primeiro sprint da prova sem a presença de Peter Sagan e Mark Cavendish, o ciclista germânico da equipa belga Quickstep levou a melhor sobre os seus rivais na luta pela camisola verde. Vindo de trás, do nada, o alemão realizou uma ponta final fortíssima. Arnaud Demate (FDJ), Andre Greipel (Lotto-Soudal) e Alexander Kristoff (Katusha) tiveram que se contentar, respectivamente, com as posições entre o 2º e o 4º lugar!

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Tour de France – 4ª etapa – Ao 4º dia, a polémica: a injusta desqualificação e expulsão de Peter Sagan

Tour que não tenha uma ou mais situações de polémica, não é Tour que se apresente. Na chegada a Vittel, ganha (finalmente! primeira vitória do sprinter da FDJ no Tour) por Arnaud Demare, o meu grande ídolo Peter Sagan foi desqualificado e expulso pelo colégio de comissários nomeados para a prova pela UCI e presididos pelo belga Philippe Marien. Comecemos pelo fim, ou seja, pela justificação que foi dada por Marien no final da etapa em relação ao incidente protagonizado por Mark Cavendish e Peter Sagan:

“O colégio de comissários decidiu expulsar Peter Sagan. “Ele colocou seriamente em risco vários corredores no ‘sprint'” – paremos.

Colocou? Quem? O tipo que nunca respeitou qualquer linha de sprint em toda a sua carreira? O tipo que mais usa dos braços para ganhar sprints? O tipo que ziguezagueia nos sprints, mudando repentinamente de trajectória conforme a direcção de quem lhe possa fazer frente? O tipo que tentou neste sprint em análise, afastar alguém que ia à sua frente com um chega para lá com a parte dorsal e com a cabeça?

Estas são as primeiras alegações de quem se sente obviamente perturbado com a decisão do grupo presidido pelo comissário belga.  As segundas são muito simples de explicar Analisemos bem as imagens: Continuar a ler “Tour de France – 4ª etapa – Ao 4º dia, a polémica: a injusta desqualificação e expulsão de Peter Sagan”

Volta à Suiça – Etapas 1 e 2

A 81ª edição da Volta à Suiça arrancou no passado sábado. A sobreposição de provas (as primeiras duas etapas da prova helvética sobrepuseram-se ao momento de todas as decisões no Criterium Dauphiné)  levou-me a demonstrar alguma preferência pela cobertura da parte final da prova francesa para depois me dedicar em exclusivo até ao próximo domingo na cobertura da outra grande prova de preparação para o Tour.

A Volta à Suíça é desde há muitos anos uma das principais antecâmaras de preparação para a Grande Boucle pelo carácter exigente do seu traçado (2 contra-relógios e 4 etapas de média e alta montanha) em conjunto com o Criterium Dauphiné e com a Route Du Sud. Estabelecida como o último balão de ensaio para todos aqueles precisam de melhorar a sua condição antes da prova francesa, a prova helvética reserva a todos os participantes um grau de dificuldade alto na montanha. Com um historial de vencedores muito rico (o nosso Rui Costa já venceu a geral individual da prova em 3 ocasiões nos anos 2012, 2013 e 2014) vários foram os nomes sonantes da história do ciclismo que já ergueram a camisola amarela no final dos 9 dias de corrida de prova. Entre os vencedores absolutos da prova helvética podemos encontrar nomes históricos do ciclismo como de Gino Bartali, Eddy Merckx, Roger de Vlaeminck, Giuseppe Saronni, Sean Kelly, Pavel Tonkov, Stefano Garzelli, Alex Zulle, Alexandre Vinokourov, Jan Ullrich, Roman Kreuziger, Fabian Cancellara, Frank Schleck, Levi Leipheimer ou Rui Costa. Continuar a ler “Volta à Suiça – Etapas 1 e 2”

Criterium Dauphiné – Etapa 5 – Phil Bauhaus surpreende tudo e todos na chegada a Mâcon

A Team Sunweb está na moda! A temporada de 2017 está a ser uma estreia de sonho para a agência de promoção turística alemã que decidiu no final de 2016 comprar a super licença da Giant-Alpecin no UCI World Tour. Ainda a comemorar a épica vitória de Tom Dumoulin no Giro de Itália (durante a presente semana foi confirmada a renovação de contrato do ciclista holandês até ao final da temporada de 2022, facto que indica que a Sunweb não deverá findar o seu patrocínio até essa data ) a equipa alemã voltou a comemorar na tarde de ontem uma vitória de etapa no Dauphiné com a vitória ao sprint de Phil Bauhaus na chegada a Mâcon. Na última oportunidade para os sprinters antes das terríveis etapas de montanha que serão corridas até domingo, o semi-desconhecido ciclista alemão de 22 anos bateu de forma surpreendente toda a elite dos sprinters em prova, conquistando a mais importante vitória da sua jovem carreira.

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Giro de Itália – Etapa 18 – Tejay Van Garderen vence na chegada a Ortisei; Dumoulin, Quintana e Nibali concedem tempo na geral

Desenganem-se todos aqueles que ao longo dos últimos dias pensaram que a discussão pela vitória na 100ª edição do Giro está “fechada a 3 corredores” – qualquer descuido do trio da frente poderá incorrer a corrida na situação verificada durante esta tarde nos últimos km da subida para Ortisei (St Ulrich): a reentrada de Thibault Pinot (Française des Jeux), Ilnur Zakarin (Katusha) e Domenico Pozzovivo (AG2R) na luta pela vitória na prova. Se, no espaço de 3 km e uns pós, o trio, conseguiu sacar entre 58 segundos, no caso de Pinot e Pozzovivo, e 42 no caso do trepador russo da Katusha, ao trio que segue na frente da geral da prova (Dumoulin, Nairo Quintana e Vincenzo Nibali), se amanhã e sábado, persistir o clima de “marcação cerrada” e “diálogo” entre os 3 enquanto os outros ganham segundos na frente, poderemos ter um volte face surpresa na prova.

Noutra “corrida” completamente à parte, Tejay Van Garderen deu a 2ª vitória de etapa à sua BMC. O ciclista Norte-Americano tirou novamente o pão da boca ao chefe-de-fila da Sky Mikel Landa em cima da linha de meta (3ª derrota ao sprint para o espanhol na prova) num dia em que a Sky voltou “a dar tudo nas fugas” para conquistar a vitória na etapa.
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Giro de Itália – Etapa 16 – Vincenzo Nibali ganha em Bormio e reduz diferenças; Tom Dumourin segura a rosa por um triz num dia de muito sofrimento na etapa raínha do Giro

Ao 19º dia do Giro, veio finalmente uma vitória italiana. O herói e esperança de todos os italianos à vitória na geral, Vincenzo Nibali, pode vencer a etapa rainha da prova.

Passado o último dia de descanso que a organização traçou para a prova, os ciclistas partiram para a fase decisiva da prova nos últimos 6 dias de corrida. Na última semana foram traçadas 5 etapas de montanha (a primeira delas, a etapa rainha) e um contra-relógio final que ligará o autódromo de Monza a Milão. Na primeira das 5 batalhas épicas que esperamos ver na alta montanha, pode-se dizer que tivemos um espectáculo emocionante devido a várias condicionantes particulares. Nos duros 222 km da ligação entre Rovetta e Bormio, os ciclistas teriam que ultrapassar 3 montanhas de altíssima exigência: o Passo di Mortirolo (1ª categoria), o Passo di Stelvio (a 2700 metros de altitude, o Stelvio é a única montanha categorizada como categoria especial da prova) e o Umbrailpass (1ª categoria) antes de descerem para a conhecida estância de inverno.

Num dia em que o líder Tom Dumoulin passou mal devido a uma diarreia que o obrigou a interromper a marcha na aproximação à subida final, Vincenzo Nibali e Nairo Quintana atacaram com vigor no Umbrailpass. Trilhando distâncias para os mais directos concorrentes, Nibali fez uma descida soberba que lhe permitiu alcançar o último fugitivo do dia (Mikel Landa da Sky) e bater o espanhol em cima da linha de meta.
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Giro de Itália – Etapa 15 – Bob Jungels vence na chegada a Bérgamo

Aproveito o último dia de descanso pré-definido para poder recuperar a etapa em atraso na cobertura exaustiva que tenho vindo a fazer da 100ª edição do Giro de Itália. A 15ª tirada da prova, disputada ontem na região da Lombardia na distância de 199 km entre Valdegno e a cidadela de Bérgamo, foi a meu ver uma das etapas mais emocionantes da corrida. O desenho escolhido pela organização da prova foi per se garante de espectáculo.

As curtas mas duras contagens de montanha estacionadas nos 50 km finais (O Miragolo de San Salvatatore, 2ª categoria com uma percentagem média de inclinação de 9% e a subida a Selvino; uma curta mas dura terceira categoria de 8% de inclinação média), as técnicas descidas que os ciclistas tiveram de enfrentar a seguir à passagem pelas contagens de montanha e a rampa (em paralelo) de km e meio colocada a 4 km da meta na aproximação à linha de chegada (na cidadela de Bérgamo) previam um explosivo cenário de “clássica” (na região que acolherá mais para a frente o Giro da Lombardia) que poderia trazer diferenças para a geral e alguns contratempos.

Os contratempos vieram a existir. Na descida do Miragolo, Nairo Quintana caiu, sendo projectado contra um rail na berma da estrada. Na descida final, Davide Formolo da Cannondale, atleta que está na luta por um lugar no top 10 também caiu, perdendo 14 segundos para os seus rivais no final da etapa. Nos quilómetros finais, a organização da prova viria a provocar novos estragos na corrida depois do episódio lamentável ocorrido na subida ao Blockhaus: sem sinalização nos obstáculos (rotundas, passeios de sinais de trânsito), a chegada a Bergamo seria marcada pela terrível queda do 7º à geral Tanel Kangert da Astana. O ciclista estónio deu um trambolhão de todo o tamanho que o levou ao hospital com um ombro partido e com 3 fracturas no braço, devendo falhar o resto da temporada porque o tempo de paragem será de meio ano.

Outros ciclistas de menor importância também foram ao tapete: Adam Hansen (Lotto-Soudal), Alex Edmonsson (Orica) e Kenny Elissonde (Sky) também haveriam de cair, continuando porém a sua corrida apesar das lesões registadas nas mãos e nos braços. No meio do caos instalado, ao qual não escapou Rui Costa (descolou do pelotão na subida para Miragolo, vindo a perder 8 minutos para o vencedor) Bob Jungels deu, numa chegada em sprint restrito, a 5ª vitória em etapas à Quickstep na presente edição do Giro de Itália.
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