Se eu tivesse uma defesa destas, despedia-os a todos!

Este Mónaco de Leonardo Jardim está naturalmente a anos-luz do super Mónaco que na temporada passada conseguiu chegar às meias-finais. E a verdade (porque tem de ser dita) é que, como referi no post anterior, o FC Porto de Conceição fez uma exibição defensiva irrepreensível no Stade Louis II. No entanto, este último golo é para mim um conjunto de falhas imperdoáveis para uma defesa que transita (Jorge não era o titular no ano passado mas é um jogador que já tem suficiente tempo de casa para perceber o rendimento e as dinâmicas que o treinador madeirense pretende para aquela posição) das últimas temporadas.

A equipa continua a ter muitas dificuldades na defesa aos lances de bolas paradas (relembro por exemplo os lances dos golos do City no jogo de Manchester), adversidade que até é estranha se considerarmos que os dois centrais (Glik e Jemerson) até revelam uma boa produção ofensiva nos lances de bola parada ofensivos e marcar um adversário não é definitivamente o forte de Glik.

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Slimani

Mais uma jogada cujos méritos pertencem por inteiro ao trabalho que Jorge Jesus fez com o jogador na temporada que o orientou. Não me venham com conversa fiada. Nem Leonardo Jardim nem Marco Silva conseguiram trabalhar com o jogador este tipo de movimentações nem conseguiram muito menos, desenvolver-lhe aqueles rudimentares atributos técnicos (toda a gente se recorda certamente da parede que Slimani era nas primeiras temporadas em Alvalade nas situações nas quais vinha ao exterior participar nos processos de circulação da equipa), atributos que hoje lhe permitem ser um ponta-de-lança completamente diferente daquele que chegou a Alvalade.

Os golos da jornada

O regresso do Mónaco de Jardim

Após a realização de uma pré-temporada algo periclitante no qual se depreendeu claramente que Leonardo Jardim terá que refazer a sua equipa (sem abdicar do seu tradicional modelo de jogo e da sua abordagem às partidas) com outros craques que a extraordinária formação (e direcção) monegasca lhe oferece, face às saídas de jogadores importantes como Benjamin Mendy, Tiemoué Bakayoko, Bernardo Silva e ao que tudo indica, Kylian Mbappé, a formação monegasca voltou, frente ao Marselha, ao seu estilo habitual. Do pouco que pude ver vi que a equipa voltou a recuperar os seus processos de jogo habituais (pressão alta à saída adversária, ataque à profundidade, tabelas no jogo interior, aceleração no contra-ataque seguida de abertura para a entrada de Thomas Lemar na esquerda) e foi muito eficaz nos lances de bola parada. O exemplo disso foram os golos apontados pelo central internacional polaco Kamil Glik e Radamel Falcão, em dois lances nos quais a formação orientada por Rudi Garcia cometeu dois inexplicáveis erros de marcação. No primeiro lance é inacreditável, para uma equipa que treina semanalmente lances de bola parada, o facto de terem aparecido 4 jogadores em zona de finalização sem marcação ou sem que a equipa pudesse justificar as falhas de marcação com um acto de subida da linha defensiva no momento do passe para deixar os monegascos em offside.

Thumbs down para Rudy Garcia. Este é um daqueles lances que deixa qualquer treinador à beira de um ataque de nervos. Ou melhor: lances. O Mónaco marcou 3 golos dos 6 golos em lances de bola parada. Garcia terá portanto muito trabalho pela frente neste capítulo durante os próximos 15 dias.

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O golo do dia

Na partida inaugural desta temporada da Ligue 1, o Toulouse de Pascal Dupraz deu água pela barba à defesa do campeão em título, o Mónaco de Leonardo Jardim. Prova disso foi o lance do primeiro golo, lance construído numa sublime jogada estudada num lance de bola parada.

Apontem-se as falhas que se quiserem apontar ao comportamento da formação monegasca neste lance: o trabalho de Dupraz e dos seus jogadores foi limpinho e cristalino com a água. O mérito da obtenção deste golo pertence claramente às acções desenvolvidas pelos jogadores do Toulouse. Ora vejamos:  Continuar a ler “O golo do dia”

Sporting 2-1 Mónaco: os aspectos positivos e os aspectos negativos da exibição dos leões no seu jogo de apresentação

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Mérito a Maurício Pocchettino

Alguém se lembra do tenebroso medo que Eric Dier tinha há 3 anos atrás quando era chamado a “cobrir” as baixas de William na posição 6? Assim o foi na Luz em 2013\2014, palco onde, o versátil jovem inglês (jogador que Jesualdo tinha lançado na época anterior com relativo sucesso a defesa direito frente ao Sporting de Braga; sabíamos porém que o jogador ia dar um centralão de mão cheia) se sentiu terrivelmente perdido em campo, abrindo uma autêntica avenida ao entretanto “caído em descrédito” Enzo Perez – o futebol dá mesmo muitas voltas! Continuar a ler “Mérito a Maurício Pocchettino”

O fim da linha para Rúben Semedo

O defesa central diz adeus a Alvalade. Assim à primeira vista, os 12 milhões de euros que pagos pelo passe do defesa central por parte do Villareal são, na minha modesta opinião, um imaginável encaixe para os cofres de Alvalade pelo jogador em questão e confirmam dois aspectos muito importantes: Continuar a ler “O fim da linha para Rúben Semedo”