Sporting 2-1 Mónaco: os aspectos positivos e os aspectos negativos da exibição dos leões no seu jogo de apresentação

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O golo do dia

Mbaye Niang! Eu sou deveras suspeito para escrever o quer que seja sobre o poderoso extremo do Milan porque sou um enorme admirador das suas características. Não poderei dizer o mesmo da sua forma de jogar, das más decisões que toma em infindáveis lances por jogo, do seu carácter perdulário, do seu horrível profissionalismo (consta em Itália que o francês é muito dado aos “assuntos da noite”), da sua atitude e do grau de empenho que coloca em campo (por vezes nenhum), mas tenho plena consciência que Vincenzo Montella é o treinador certo para “lhe deitar a mão” em tempo útil de maneira a extrair-lhe (correctamente) todo o potencial que tem para oferecer ao futebol do Milan.

O portento atlético e o altíssimo grau de habilidade técnica que o francês possui torna-o um jogador fantástico para qualquer equipa que queira baixar o seu bloco defensivo e sair em velocidade para o contragolpe com poucas unidades. Se conseguirem colocar 10 bolas no extremo na intersecção entre a linha de meio-campo e a linha lateral, com ou sem espaço (sem espaço, o jogador faz questão de adiantar a bola para “papar” o defesa na corrida sem lhe dar hipótese sequer de fazer a cirúrgica falta sem bola) estou certo que o francês cria desequilíbrios capitais em 9 desses 10 lances. Contudo, sempre que se aproxima da área sem qualquer oposição, o francês parece que se deslumbra por completo. Urge melhorar portanto a qualidade das decisões que toma no terreno.

Montella parece estar disposto a sacar o melhor do panzer. No jogo de ontem frente ao Bayern já se denotaram melhorias no seu comportamento defensivo (no passado, em determinados momentos do jogo, o francês desligava-se por completo dos momentos defensivos da equipa) bem como melhorias na sua tomada de decisão. Veja-se este frame

Assim que sai da sequência de dribles, causando o enorme desequilíbrio que “atarantou” por completo a defesa bávara, o francês abre o jogo correctamente para a desmarcação de Cutrone.

 Em vez de entrar no raio de acção de Hummels e esperar a devolução do avançado, Niang espera que a defesa do Bayern se restabeleça (e fique presa na movimentação do colega que vem de trás) para voltar a receber.

Com os 4 jogadores concentrados num curto espaço de terreno…

(…) o francês só teve que esperar pela subida de Giacomo Bonaventura para lhe garantir a oportunidade para entrar na área e assistir o corte de Patrick Cutrone para as costas da defesa. 

Andy Robertson

A transferência do lateral escocês do Hull para o Liverpool por 11 milhões de euros foi uma verdadeira pechincha para os Reds. No início deste defeso, a imprensa portuguesa avançou a possibilidade do Sporting estar interessado nos serviços do talentoso lateral esquerdo. O “negócio Coentrão” acabou por ser mais rentável para os cofres leoninos. Jorge Jesus ganhou, para uma posição muito sensível do terreno, um jogador experiente com quem já realizou um virtuoso trabalho no passado, pesem embora as condicionantes que afectaram o jogador nas últimas temporadas, mas poderá, por outro lado, ter deixado passar um dos mais talentosos laterais da nova geração europeia.  Continuar a ler “Andy Robertson”

Talento ou fogo de vista?

Não tenho palavras. É uma dádiva. Há muito que não via nada assim…” – Guardiola sobre Phil Foden, o miúdo de 17 anos que deslumbrou no amigável realizado contra o Manchester United.

Já vimos e até o próprio Guardiola já viu este filme vezes sem conta. Não quero de todo ir novamente contra as suas declarações, porque obviamente não sou nada nem ninguém no mundo do futebol para criticar os ímpetos de paixão de um treinador consagrado sobre um jogador cuja informação disponível é neste momento diminuta. O técnico espanhol trabalha diariamente com o jogador. Reconheçamos portanto ao treinador esse conhecimento de causa que não possuímos. Continuar a ler “Talento ou fogo de vista?”

O golo do dia

Há sensivelmente 7 meses atrás, André Balada era um jogador descrente nas suas próprias capacidades, utilizado de forma errada por Jorge Jesus (considero que Jorge Jesus o utilizou na posição errada, a segundo avançado, com funções que não me pareciam ser, na altura, as mais adequadas para as características do avançado; Jesus utilizou o brasileiro como um avançado mais vocacionado para se movimentar fora-da-área,  pulando entre o jogo interior à entrada da área e o jogo exterior nos flancos, de forma a ser um jogador “facilitador” ou seja, um jogador que cria espaço com as suas movimentações; ora para facilitar a consecução de uma tabela à entrada da área, ora para criar superioridade numérica nas acções desenvolvidas pelos corredores; um avançado a jogar essencialmente de costas para a baliza\muito longe da baliza; pedia-se também ao brasileiro que pudesse ser uma espécie de Jonas; a vir buscar o jogo atrás ou a aparecer à entrada da área para tabelar no jogo interior, arrastando um dos centrais consigo para promover a entrada de outro jogador em zona de finalização) a acusar um enorme cansaço (quando chegou a Alvalade, o avançado já trazia muitos jogos nas pernas), perdulário (os escabrosos falhanços de baliza aberta no final do jogo da Taça da Liga em Setúbal descredibilizaram-no por completo e abriram-lhe em definitivo as portas da saída) pouco competitivo e incapaz de perceber as ideias (funções) que o treinador leonino lhe pedia para executar em campo.  Continuar a ler “O golo do dia”

Deveria estar a trabalhar o jogador para ser o melhor médio de todos os tempos

Não: Carlo Ancelotti Ancelotti está a tentar (por todas as vias) explicar ao rapaz e ao seu empresário que não conta com o jogador para a próxima temporada.

 

 

Que lindo!

Que bem joga o Porto de Sérgio Conceição! Dinâmica, mobilidade na procura de vir receber o passe do colega e dar rapidamente para o apoio mais próximo (primeiro Aboubakar\ depois Otávio), inversão do sentido de jogo, apoio para dar continuidade à jogada, criação de um engodo no interior com a entrada de dois jogadores no bloco adversário, de forma a criar novos problemas à defesa (veja-se a saída do lateral direito da sua posição para pressionar Otávio; o arrastamento abre o espaço que permite a situação de sobreposição e por conseguinte a oportunidade para a assistência) e o corte de Otávio pelas costas da defesa como nada se passasse, inserindo-se sem qualquer oposição em zona de finalização. Tudo ao primeiro toque. Fantástico! Fiquei encantado com esta jogada!