A imagem do dia

Por um milímetro se ganha, por um milímetro se perde. Eis a nano distância que transformou o norueguês Alexander Kristoff  no novo campeão europeu de estrada (sucedendo a Peter Sagan) e que penalizou o enorme trabalho que foi desenvolvido pela selecção italiana para levar o seu sprinter Elia Viviani (Team Sky) à vitória na alucinante viagem que meia europa realizou no traçado desenhado pela UEC (Union Européene de Cyclisme) na fascinante região de Herning, Dinamarca.

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Balanço do Giro de Itália – as grandes surpresas e as decepções da 100ª edição da prova italiana (2ª parte)

Nota Prévia: Este post é a 2ª parte do trabalho iniciado durante o dia de ontem no primeiro dos 3 posts dedicados ao Balanço da 100ª edição do Giro de Itália. 

Lukas Postlberger – Bora – Surpresa – Até à primeira etapa da prova, o austríaco Lukas Postlberger era para muitos um perfeito desconhecido. O ciclista só se tinha revelado ao grande público uma ou duas vezes ao longo da sua jovem carreira, quando venceu uma etapa no Tour de L´Avenir (A Volta à França dos jovens) e quando venceu uma das etapas da Volta à Austria. Sendo utilizado naquela primeira etapa como o principal lançador do sprinter que a Bora convocou para o Giro (o irlandês) Sam Bennett, o corredor de 25 anos aproveitou a fase de lançamento do primeiro sprint da prova para realizar um mortífero ataque que deu à Bora o seu principal objectivo para a prova: uma vitória de etapa e o direito a envergar a camisola rosa por um dia. Continuar a ler “Balanço do Giro de Itália – as grandes surpresas e as decepções da 100ª edição da prova italiana (2ª parte)”

Giro de Itália – Etapa 3 – Fernando Gaviria vence numa manobra táctica genial da Quickstep

Quando muitos apontavam que a 3ª etapa da prova (etapa que antecede o primeiro dia de descanso da prova antes da primeira abordagem à alta montanha na chegada de segunda-feira ao Monte Etna) seria uma etapa muito tranquila na qual se previa uma chegada em sprint massivo, as condições atmosféricas na chegada a Cagliari foram fulcrais para que uma equipa mexesse completamente com a corrida.

No meio da turbulência proporcionada pelas mudanças de vento a cada mudança de direcção nos últimos 15 km finais, a Quickstep de Fernando Gaviria e Bob Jungels viu uma janela de oportunidade instalada no semi-caos em que se tornou o pelotão na aproximação à chegada para “matar” dois coelhos de uma só cajadada com uma mortífera mudança de velocidade quando o vento era contrário ao pelotão, levando o seu sprinter à vitória (a 1ª do explosivo colombiano em grandes provas; confirma portanto a sua ascensão à elite dos sprinters) e oferecendo ao seu chefe-de-fila Bob Jungels (um dos que mais trabalhou para que Gaviria pudesse vencer a etapa, até porque a situação de corrida tornou-se bastante favorável para o campeão luxemburguês ganhar alguns segundos à mais directa concorrência para a geral individual) alguns segundos que lhe darão mais conforto na abordagem à etapa de segunda-feira, a primeira em que se poderão realizar diferenças significativas na geral individual. Até lá, é a Quickstep quem terá o prazer de conservar a maglia rosa na sua posse visto que o colombiano ascendeu com a vitória ao topo da geral individual Continuar a ler “Giro de Itália – Etapa 3 – Fernando Gaviria vence numa manobra táctica genial da Quickstep”

Giro de Itália – 2ª etapa – A vez de Greipel

A resposta de André Greipel ao fracasso obtido na etapa de ontem, ganha por Lukas Postlberger, não tardou. Na sua 22ª vitória em provas de 3 semanas, o alemão ganhou o direito de vestir pela primeira na sua carreira a camisola da liderança de uma grande prova. Os segundos de bonificação acumulados na etapa de ontem e na etapa de hoje permitiram ao alemão da Lotto-Soudal saborear um momento único, momento que de resto já merecia pela maravilhosa carreira que tem vindo a construir nos últimos anos.
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Giro de Itália – Etapa 1 – Lukas Postlberger “fintou” todo o pelotão

Lukas Postlberger e a Bora levaram a primeira maglia rosa para casa na primeira etapa do Giro! Com um ataque sensacional nos últimos 2 km (o austríaco “fintou” todo o pelotão com o seu ataque nos 2 km finais; toda a gente confiou que Postlberger estivesse ali com o intuito de preparar o sprint para Sam Bennett) o ciclista austríaco conseguiu um feito inacreditável: vencer no seu dia de estreia nas grandes provas! Este será um feito que o ciclista jamais se irá esquecer!

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Antevisão ao Giro de Itália 2017 – As equipas e os corredores (1ª parte)

Com vários vencedores e ciclistas que conseguiram alcançar o pódio nas últimas edições presentes, o vencedor de 2016, Vincenzo Nibali será o principal alvo a abater! Feita a apresentação do desenho da prova no post anterior, vamos apresentar neste e noutro post que há de surgir mais logo as figuras que irão correr nas próximas 3 semanas no certame italiano.

Muitos tem afiançado que perante a ausência de Chris Froome, Alberto Contador, Alejandro Valverde e Richie Porte, a edição de 2017 poderá gerar uma luta feroz nas montanhas entre Vincenzo Nibali, Nairo Quintana e Thibault Pinot. Não poderei ser de todo tão redutor quanto a este post, face à massiva presença da nata do pelotão mundial na prova italiana. Por outro lado, para além de não termos visto Nibali e Quintana correr na Volta a Romândia (o italiano preferiu ir à Croácia fazer a sua preparação, vencendo a Volta daquele país) e de termos visto na prova suiça um Thibault Pinot que decerto não se apresentará na máxima forma no Giro, creio que poderemos ter surpresas. A Cannondale tem por exemplo 3 ciclistas que poderão marcar a diferença porque se encontram em grande forma (a dupla de Davides, Vilella e Formolo e o canadiano Michael Woods). Outra das surpresas poderá ser Geraint Thomas. O ciclista galês da Sky parece-me neste momento da temporada em melhor forma que Mikel Landa. Bauke Mollema (Trek) também poderá ter uma palavra a dizer numa edição em que não terá Alberto Contador por perto.  Continuar a ler “Antevisão ao Giro de Itália 2017 – As equipas e os corredores (1ª parte)”

Tour of the Alps – Resumo da 3ª e 4ª etapa

No Alto de Funes San Pietro (subida na extensão de 8 km) Geraint Thomas foi mais forte que toda a concorrência. Partindo no último km de um 2º grupo, grupo que estava a 20 segundos dos homens da frente (o colega de equipa da Sky Mikel Landa e o chefe-de-fila da AG25 Doménico Pozzovivo, ciclistas que tinham atacado a meio da corrida), o galês da Team Sky não só teve pernas para conseguir anular a diferença como ainda acabou a atacar nos metros finais, cortando a meta lado-a-lado com Landa.

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